Mil casas para produtores rurais serão construídas até o fim de 2008

Em: 18 de abril de 2008
A construção das unidades residenciais, incluída no projeto “Cidades Agrárias”, da Sepror, tem como objetivo principal valorizar a qualidade de vida de homens e mulheres do campo e evitar o êxodo rural
A construção das unidades residenciais, incluída no projeto “Cidades Agrárias”, da Sepror, tem como objetivo principal valorizar a qualidade de vida de homens e mulheres do campo e evitar o êxodo rural

Mil casas populares destinadas à moradia de trabalhadores rurais serão construídas, até o final deste ano, em 17 municípios amazonenses, como resultado de um convênio assinado entre a Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural) e o Ministério das Cidades, ontem. A construção das unidades residenciais, incluída no projeto “Cidades Agrárias”, da Sepror, tem como objetivo principal valorizar a qualidade de vida de homens e mulheres do campo e evitar o êxodo rural.
Poderão receber as casas populares agricultores, pescadores, seringueiros e indígenas com renda bruta mensal de até R$ 1.140 que não sejam proprietários de quaisquer imóveis ou participem de programas de financiamento imobiliário. A prioridade é atender a famílias em condições precárias de moradia ao longo de rios, igarapés e vicinais da região.
As casas, com 44,5 metros quadrados e valor unitário de R$ 6 mil, serão construídas com recursos do PSH (Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social), do Governo Federal, e posteriormente doadas a produtores rurais já cadastrados pela Sepror nos municípios beneficiários. Cada município receberá entre 30 e 100 casas, de acordo com o tamanho das propriedades e a demanda identificada dos produtores.
Segundo o secretário de Estado da Produção Rural, Eron Bezerra, a construção das casas populares é um importante passo para a realização do projeto “Cidades Agrárias”, que tem o objetivo de assegurar condições dignas de habitabilidade e facilitar o acesso a serviços públicos como saúde, educação e lazer a trabalhadores da agricultura familiar. “Nesse contexto, a casa é o passo inicial, mas a intenção é construir um complexo integrado com centros de convivência, agroindústrias e áreas desportivas e culturais”, afirmou Bezerra. “Outro aspecto importante do programa é que os trabalhadores não terão quaisquer prejuízos com a aquisição das casas. Eles terão, sim, que dar uma contrapartida em trabalho, utilizando a propriedade social e economicamente em prol do desenvolvimento de suas famílias”, afirmou Bezerra.
No momento, a Sepror está aguardando a liberação dos recursos para iniciar as obras. Inicialmente, as casas serão construídas nos municípios de Anamã, Atalaia do Norte, Barcelos, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Carauari, Coari, Eirunepé, Envira, Fonte Boa, Guajará, Manaquiri, Pauini, São Paulo de Olivença, Tefé e Urucurituba. A iniciativa terá prosseguimento no ano que vem, quando, conforme o secretário Eron Bezerra, deverão ser construídas duas mil novas casas populares destinadas a trabalhadores rurais amazonenses.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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