Setor de shoppings deve faturar mais de R$ 64 bilhões neste ano

Em: 22 de abril de 2008
Valor representa acréscimo próximo de 11% nas vendas de 2008
Valor representa acréscimo próximo de 11% nas vendas de 2008

Pesquisa da Interscience encomendada pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), realizada com 183 shoppings do país, detectou as tendências e oportunidades do segmento. Segundo o levantamento, os empreendedores estão otimistas com o desempenho do setor, mesmo com o alerta gerado com a crise dos subprimes nos Estados Unidos, que até o momento não afetou o país. A expectativa é de que haja um crescimento de 11% nas vendas em 2008, em relação ao ano passado, que já teve um resultado acima do esperado, com um aumento de 16%. Neste ano, portanto, o setor deverá atingir R$ 64,4 bilhões em faturamento.
Atualmente, o Brasil possui 367 centros de compras, já contabilizados os 16 novos empreendimentos que estão com aberturas marcadas para este ano. Além destes, estão previstos para 2009 mais 16 empreendimentos. Para o presidente da Abrasce, Marcelo Carvalho, as inaugurações são o reflexo dos mais de R$ 7,5 bilhões de capital estrangeiro injetado no país nos últimos três anos, pela abertura de capitais na bolsa ou pelas associações de grupos estrangeiros a empresas nacionais.

Expansão
em vista
A pesquisa apontou mais um ponto positivo no surgimento destes novos empreendimentos: a renovação de toda a indústria. Vinte e três por cento dos shoppings estão em processos de expansão e mais 43% vão iniciar suas ampliações nos próximos dois anos. Ao todo serão quase 30 mil m² de área de expansão.

Norte aparece com 12,5% de crescimento

A maioria dos novos shoppings continua focada na região Sudeste, que concentra 55% dos centros de compras. Das 32 inaugurações previstas no país nos próximos dois anos, 12 são no Estado de São Paulo.
No entanto, se compararmos os novos shoppings­ ao mercado existente, o maior crescimento está nas regiões Nordeste, com 14% do total, e Centro-Oeste, com participação de 9%. Em 2007, a região Centro-Oeste teve um crescimento de 17,86% e o Norte de 12,5%.

Novos
mercados
Segundo o diretor-executivo da Abrasce, Luiz Fernando Veiga, “estes dados sinalizam a busca dos investidores por novos mercados, mas não indicam uma saturação do Sudeste, afinal é muito mais difícil crescer proporcionalmente em uma região que já possui mais de 50% do total de shoppings no país, enquanto há regiões que não possuem nenhum shopping em suas capitais”, avaliou.

Classe baixa ganha atenção

O público dos shoppings centers ainda é predominantemente das classes A, B e A/B, que juntas representam 64% do total. Apesar disso, começa uma tendência de empreendimentos voltados aos públicos C e D. Luiz Fernando Veiga afirmou que o poder aquisitivo das camadas menos favorecidas financeiramente tem subido graças ao crescimento do trabalho formal e aumento na oferta de crédito, o que fez com que os grupos de investidores passassem a considerar este público como um mercado em potencial.
Para isso, quem aposta neste tipo de empreendimento enfrenta um desafio: oferecer ao mesmo tempo preço e qualidade. “O conceito de shopping está ligado diretamente a características como conforto, sofisticação e segurança e isso independe da classe social. Eles precisam de produtos e serviços acessíveis a sua condição financeira, mas com qualidade” afirmou o executivo da Abrasce. Para ele, “com um mix diferenciado de lojas, oferta de lazer e utilização de recursos tecnológicos é possível desenvolver projetos de alto padrão, a um custo operacional menor e, consequentemente, com serviços e produtos a preços acessíveis”.

Nortista atrai grandes centros

O levantamento mapeou o perfil dos shoppings brasileiros. Em relação ao tamanho, a maior parte, 35%, são pequenos (até 19.999 mil m² de Área Bruta Locável) e regionais (de 30 mil a 59.999 mil m² de ABL). O regional tem maior atuação nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde representam quase 70% dos empreendimentos, enquanto os pequenos têm destaque no Sul, com quase 50% do mercado.
Em entretenimento, os empreendimentos ainda apostam no cinema, presente em 86% dos

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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