Até dezembro, a Dafra Motos integralizará R$ 100 milhões em investimentos em sua planta no PIM (Pólo Industrial de Manaus). A empresa está diversificando sua linha de produção para aproveitar o aquecimento do pólo de duas rodas e aumentar sua participação de mercado, de 2,5% para 10%, até 2011.
A partir de junho, a Dafra, que já produz quatro modelos de motocicletas vai fabricar também quadriciclos em sua unidade fabril local. Para isso, foram investidos um montante superior a R$ 1 milhão na nova linha, entre instalações e equipamentos.
A iniciativa faz parte da estratégia de expansão da empresa, que inclui a verticalização da produção –nas etapas de soldagem, pintura e estamparia– e a inauguração, prevista para julho, de um dos laboratórios de emissões de poluentes mais avançados da América Latina, no qual estão sendo invertidos US$ 6 milhões.
A partir do dia 19, a Dafra, que hoje conta com mais de 600 funcionários em seu quadro de pessoal, começa a trabalhar com mais um turno de 190 pessoas, sendo que o processo de contratação ainda está sendo realizado. A empresa, que trabalha atualmente com 66% de sua capacidade instalada, projeta utilizar praticamente toda sua estrutura até o fim do ano, com a contratação de mais uma turma de 190 trabalhadores no fim do terceiro trimestre.
“Vamos customizar nosso processo de produção para fabricar quadriciclos. O retorno no segmento de duas rodas é rápido e geralmente vem em dez meses, mas para crescer é necessário contar com um mix completo de produtos, um objetivo que ainda estamos perseguindo”, declarou o diretor da Dafra Motos, Rodrigo Welp.
A montadora começará com dois modelos de quadriciclo com tração 4×2, de 150 e 300 cilindradas. O primeiro lote, com 50 unidades de cada modelo, está sendo importado da China e começará a ser produzido em junho, sendo que os testes serão realizados no mês seguinte. A estimativa é que os novos veículos sejam comercializados a partir de outubro, mas o preço ainda não foi definido.
Segundo Rodrigo Welp, a fábrica estuda também lançar no mercado brasileiro um modelo infantil de quadriciclo, com 50 cilindradas, no médio a longo prazo.
“Já contamos com o projeto aprovado, mas ainda não estamos desenvolvendo o produto, nem fechamos os planos nesse sentido”, comentou o diretor.
Circulação
limitada
Embora promissor, o mercado de quadriciclos no Brasil ainda engatinha, em função de limitações do próprio veiculo, que não dispõe de dirigibilidade adequada e os dispositivos de segurança necessários para o tráfego em áreas urbanas. Por conta disso, o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) limita a circulação dos veículos aos limites das propriedades privadas, como sítios e condomínios, além da área rural.
Cliente pertence às classes A e B
Como consequência, a faixa de consumo do produto está limitada às classes A e B, e concentrada principalmente na região Sudeste. A clientela preferencial das motocicletas, por outro lado, é distribuída por todo o território nacional e situada em especial nas classes C e D, uma fatia que ganhou significativo poder de compra nos últimos anos, graças à expansão da oferta de crédito.
“É um produto voltado principalmente para o esporte, laser e turismo, mas ainda um pouco difícil de emplacar. Muitos o utilizam como veículo de tração, principalmente em fazendas. O segmento de quadriciclos ainda é restrito e composto em grande parte por produtos importados, mas é um mercado que está começando a ser assimilado e ajuda a alavancar as vendas”, avaliou o diretor da Dafra Motos.
Crescimento
projetado
Funcionando desde dezembro de 2007, a Dafra Motos está dobrando a produção a cada mês para acompanhar o crescimento do mercado de motocicletas no Brasil – que teve aquecimento de 22,5% no primeiro trimestre. A empresa responde hoje por uma fatia de 2,5% do mercado nacional. A montadora pretende fechar 2008 com a produção de 90 mil unidades.
Fabricação diversificada
Entre as motos que pro






