Motorola anuncia produção de rádios digitais no interior de São Paulo

Em: 19 de maio de 2008
Dois modelos do equipamento serão fabricados na planta de Jaguariúna para atender a todas as bandas de freqüência disponíveis no Brasil.
Dois modelos do equipamento serão fabricados na planta de Jaguariúna para atender a todas as bandas de freqüência disponíveis no Brasil.

A Motorola anunciou o início da manufatura local de rádios digitais em seu Campus Industrial e Tecnológico de Jaguariúna, interior de São Paulo. Os modelos que começam a ser produzidos no Brasil são o XTS 1500 e o XTS 2250 na versão básica e completa – todos nas três freqüências licenciadas no país (VHF, UHF e 800 MHz). As operações começam ainda este mês.
A nova linha de produção em Jaguariúna vai atender às demandas do mercado local e da América Latina por rádios digitais, já que os rádios também serão exportados.
Com a iniciativa, a Motorola reforça seu compromisso com o segmento de segurança pública e outras atividades que exijam comunicação de missão crítica, colaborando para o crescimento do negócio e oferecendo aos clientes uma melhor relação custo-benefício.
“Nosso objetivo é acelerar a adoção de tecnologias de radiocomunicação no País e na região, com aumento de escala, abastecimento mais ágil e menor custo final do produto”, disse o vice-presidente de Soluções para Governo & Empresas da Motorola Brasil, Eduardo Stéfano.
Os rádios XTS 1500 e o XTS 2250, além de trabalhar em todas as freqüências de banda disponíveis no Brasil para radiocomunicação, são baseados no padrão aberto digital Projeto P25 (APCO 25), já difundido no país.

Presença
nos estados
Hoje, os rádios digitais Motorola estão presentes em 16 estados brasileiros, em projetos como o da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, que abrange as Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica.
“Além da área de segurança pública, outros segmentos dependem de soluções de comunicação ultraconfiáveis. Mercados verticais, como utilities, adotaram a tecnologia de rádios digitais em seus processos cotidianos para garantir o sucesso de suas operações, mesmo em condições adversas”, declarou Stéfano.
“Vemos um grande potencial de crescimento para o mercado de rádios digitais no Brasil, que hoje responde por cerca de 10 a 15% da base, segundo nossas estimativas”, acrescentou o vice-presidente de Soluções para Governos e Empresas. “Esse cenário contribuiu para a decisão de inaugurar a produção local. É uma oportunidade de atender a essa demanda latente, mas muito representativa”.

Indústria
petroquímica
Um exemplo da necessidade específica vem da indústria petroquímica, que, por trabalhar constantemente em ambiente hostil, levou a Motorola a produzir localmente também versões IS (Intrinsecamente Seguro) de seus rádios digitais, totalmente vedados para evitar acidentes em refinarias, por exemplo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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