Preço do barril fecha em ligeira baixa, após atingir novo recorde

Em: 30 de junho de 2008
O barril do petróleo cru para entrega em agosto, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia cotado a US$ 140, em baixa de 0,15%.
O barril do petróleo cru para entrega em agosto, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia cotado a US$ 140, em baixa de 0,15%.

O preço do petróleo bateu novo recorde durante a sessão de ontem, mas teve ligeiro recuo em relação ao fechamento da última sexta-feira. Os temores sobre a tensão entre Israel e Irã e sobre novas desvalorizações do dólar, diante da possibilidade de uma alta de juros do BCE (Banco Central Europeu) nesta semana, afetaram as cotações.
O barril do petróleo cru para entrega em agosto, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia cotado a US$ 140, em baixa de 0,15%. Durante o dia o barril chegou ao recorde de US$ 143.67.
O episódio mais recente de tensão entre os dois países do Oriente Médio foi a declaração do ex-presidente iraniano Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, dada ontem à rede de TV “Al Jazira”. Ele disse que descarta um ataque de Israel às instalações nucleares do Irã, mas alertou que o país se arrependerá se decidir lançar um ataque contra seu país.
“Descarto que Israel tome essa medida, mas caso a leve em frente, se arrependerá, porque nossa reação militar será decisiva”.
A tensão entre os dois países preocupa o mercado petrolífero, uma vez que o Irã é o segundo maior exportador da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), e uma eventual retaliação na forma de suspensão das exportações da commodity faria disparar o preço do barril no mercado mundial.
Além disso, há o temor de que, com uma eventual alta dos juros do BCE (Banco Central Europeu) nesta semana, o dólar desvalorize mais ainda frente ao euro. A Eurostat (a agência de estatísticas da União Européia) informou ontem que a taxa anualizada de inflação na zona do euro aumentou no mês de junho para 4%, contra 3,7% do mês anterior.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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