Setor decola 14,20% no primeiro semestre

Em: 13 de julho de 2008
Movimentação só não foi maior em razão da queda no volume de cargas exportadas, puxada pela queda do dólar e pelo aquecimento do mercado interno
Movimentação só não foi maior em razão da queda no volume de cargas exportadas, puxada pela queda do dólar e pelo aquecimento do mercado interno

A dinâmica do mercado e o crescimento da economia brasileira foram os principais fatores que contribuíram para o incremento na movimentação de cargas no complexo do Teca (Terminal de Logística Cargas Aéreas) do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Os números do movimento do terminal decolaram 14,20% em relação ao mesmo período de 2007 e movimentou 76.216 mil toneladas de cargas no primeiro semestre deste ano, contra 66.737 mil toneladas registradas no ano passado, segundo dados da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária).
De acordo com o gerente de logística da Infraero, Aldecir de Oliveira Lima, a movimentação só não foi maior em razão da queda no volume de cargas para exportações. Dados apontaram que a movimentação de cargas para o exterior, de janeiro a junho deste ano, foi de 2.804 toneladas, número 21,43% menor que nos seis primeiros meses do ano anterior, quando 3.569 toneladas foram enviadas para destinos internacionais.
“Mesmo com essa retração, esperamos aumento de 20% na circulação de cargas no Teca até o fim do ano”, anunciou o gerente de logística da Infraero, Aldecir de Oliveira Lima.
A desvalorização do dólar também contribuiu para o volume negativo no volume de exportações. Entre abril de 2007 e abril deste ano, a moeda americana desabou 23,85%, de acordo com o Banco Central, e essa redução torna menos atrativo para os compradores internacionais adquirirem produtos brasileiros, impulsionando a retração nas exportações. Segundo Aldecir, outro importante fator para a redução foi o aquecimento do mercado interno.
Dados da Infraero ainda apontam que 21.295 toneladas de cargas para importação foram movimentadas no Teca, registrando alta de 8,69% se comparada aos seis primeiros meses de 2007, quando movimentou 19.593 toneladas.
A capacidade máxima de movimentação de cargas no Teca do Amazonas pode chegar até a 12 mil toneladas por mês. “Na área importação, que é a principal atividade do terminal, são manipuladas até quatro mil toneladas de cargas por mês”, destacou o responsável pela logística do terminal.
O Teca é o terceiro maior terminal do Brasil em circulação de cargas aéreas, recebendo diariamente cerca de 200 toneladas de mercadorias. O seu processo de aceleração da distribuição também evoluiu nos últimos anos. De acordo com a diretoria da empresa, no prazo máximo de 48 horas, 70% das cargas seguem seus destinos.
Essa agilidade nas atividades desenvolvidas no complexo, que é composto por três terminais, o Teca 1, Teca 2 e Teca 3, é resultado em parte dos investimentos que foram realizados nos últimos quatro anos.
Para atender o mercado, a Infraero vem investindo na modernização de seus terminais no Amazonas.
Em 2004, foram concluídas as obras da parte civil do Teca 3, que custou R$ 30 milhões, e nos últimos três anos foram investidos, R$ 21,8 milhões na automação do armazém com sistema de transelevadores. “O novo sistema automatizado de elevadores, operado por robôs, possibilitou quadruplicar o processo de armazenagem de cargas, além de agilizar a liberação de mercadorias.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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