Funcionários do primeiro turno da Semp Toshiba param atividades

Em: 16 de julho de 2008
Categoria dos metalúrgicos reivindicam por participação nos lucros e resultados, garantia de emprego e salário, creche para os seus filhos com até seis anos e plano de saúde
Categoria dos metalúrgicos reivindicam por participação nos lucros e resultados, garantia de emprego e salário, creche para os seus filhos com até seis anos e plano de saúde

Cerca de 1,2 mil funcionários da empresa Semp Toshiba da Amazônia paralisaram na manhã de ontem suas atividades no Distrito Industrial. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, o movimento atingiu 100% dos trabalhadores do primeiro turno da companhia.
Entre as reivindicações dos funcionários, estão a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 1,8 mil, garantia de emprego e salário, creche os filhos dos colaboradors que têm até 6 anos e plano de saúde. Este último, até o início da tarde de ontem, era o principal entrave nas negociações entre a diretoria e os trabalhadores, intermediadas pelo sindicato, pois a empresa estaria propondo 20% no desconto do trabalhador.
A secretária-geral da entidade, Dulce Sena, informou que, durante a tarde de ontem, o movimento iria continuar, pois a proposta patronal foi rejeitada pela comissão representativa dos empregados, mas as negociações iriam prosseguir, definindo a continuação ou não da paralisação na empresa.

Campanha salarial

A categoria dos metalúrgicos, que agrega 125 mil trabalhadores no Amazonas, espera até amanhã um retorno do sindicato patronal para poder levar à base proposta para a campanha salarial deste ano. Das cláusulas já discutidas em reuniões – a última foi em 15 de julho -, estão garantidos reajuste de 8% do INPC (Indicador Nacional de Preço ao Consumidor) e creche para filhos de até 6 anos dos empregados, conforme adiantou a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos.
As bandeiras de luta dos trabalhadores são o reajuste salarial, participação nos lucros, aumento real, licença-maternidade de até seis meses e piso salarial unificado com dissídio coletivo em 1º de setembro.
Ano passado, os empregados do setor obtiveram reajuste de 6% para quem ganhava acima do piso, atualmente em R$ 435, e 7% para os de faixa inferior ao piso.

Redação

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