O cônsul comercial da Índia no Brasil, Rajeev Kumar, confirmou na última sexta-feira, em visita à Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), o interesse de seu país em ampliar seus investimentos no Brasil e particularmente no Amazonas. Em setembro, segundo ele, uma delegação formada por 100 empresários indianos virá conhecer o PIM (Pólo Industrial de Manaus), atraídos pela Fieam (Feira Internacional da Amazônia), promovida pela Suframa.
Em rápida palestra para lideranças empresariais, com a presença de representantes da Suframa e de outros órgãos ligados à indústria local, Rajeev Kumar tratou das “oportunidades de negócios e investimentos” entre os dois países, separados, segundo ele, por séculos de preconceito. “A Índia não é aquele país místico, com serpentes e vacas sagradas, como a maioria dos brasileiros pensa, assim como o Brasil não é só carnaval como os indianos pensam”.
Kumar chamou atenção para a presença indiana no parque industrial de Manaus, por meio da montadora de veículos utilitários Bramont, inaugurada este ano, e disse que seu país tem muito a oferecer ao Amazonas, sobretudo na área farmacêutica. “O comércio entre Brasil e a Índia cresceu muito nos últimos anos e deve ultrapassar, este ano, os US$ 3,8 bilhões do ano passado”, disse o cônsul.
Segundo Kumar, a soja é o principal exportado do Brasil para a Índia. Em troca, os indianos respondem com óleo diesel, fios de poliéster e remédios, principalmente os mais populares. O investimento indiano no Brasil, de acordo com o cônsul, é dez vezes o investimento dos brasileiros na Índia.
O presidente da Fieam em exercício, Athaydes Mariano Félix, colocou a estrutura da Federação como centro de apoio na relação entre os dois países e disse esperar que, a partir desse primeiro contato com a autoridade indiana, seja pavimentado um novo caminho comercial para a Índia e da Índia para o Brasil.
Potência emergente
Com uma população de mais de 1 bilhão de habitantes e PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 750 bilhões, a Índia tem interesses em segmentos bem distintos. Possui a quarta maior indústria farmacêutica do mundo e um dos mais desenvolvidos mercados de tecnologia de informação (TI).







