O semestre fechou em alta para as empresas do pequeno varejo do Estado de São Paulo. Segundo dados da PCPV (Pesquisa Conjuntura do Pequeno Varejo), realizada mensalmente pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), as vendas tiveram alta de 8,4% no semestre. Na comparação com junho de 2007, o crescimento foi de 10,2%.
O segmento de lojas de material de construção apresentou o maior crescimento de faturamento no mês de junho, 32,4%, em relação ao mesmo período de 2007. No semestre, o desempenho fechou com alta de 31,2%. Este comportamento continua sendo reflexo do aquecimento do setor de construção, devido às vendas para a auto-construção e as pequenas reformas. A expectativa para o segundo semestre é que o setor continue aquecido.
Como nos meses anteriores, o segundo melhor resultado da PCPV ficou com as lojas de vestuário, tecidos e calçados que tiveram um bom crescimento, apontando alta de 10,4% no contraponto ao mesmo período de 2007 e acumulado de 9,4% no ano. O resultado é reflexo de características desse setor, que é pouco concentrado e vende bens de valor unitário relativamente baixo e de reposição obrigatória. Passado o dia das mães, as vendas continuaram positivas e a causa é o efeito mais de renda e crédito do que de um inverno rigoroso. O setor de lojas de móveis e decorações alcançou alta de 8% na comparação com junho de 2007, e chegaram a 7,9% de elevação em 2008. A tendência é de que as vendas do setor acelerem no médio prazo, devido à expansão do mercado imobiliário.
As Lojas de eletroeletrônicos apresentaram alta de 6,9% no faturamento, mediante ao mesmo período de 2007.
No semestre, os resultados atingem queda de 0,1%, o que pode ser considerado estabilidade. A expectativa é que os bons resultados mensais permaneçam, também em função do mercado imobiliário, que influenciam, em pequena porcentagem, as vendas do setor.
As Farmácias e Perfumarias tiveram alta de 1% no faturamento de junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, e acumulam baixa de 1% em 2008. A perda acelerada de espaço para as grandes redes preocupa, dado que a venda de remédios em termos gerais continua a crescer.
O segmento de Alimentos e Bebidas mostrou uma alta de 0,6% em junho, na comparação interanual, mas no acumulado do ano apresenta queda de 1%. É um quadro bastante crítico, apesar do aumento da renda e do emprego, as pequenas mercearias e supermercados não conseguem mostrar uma recuperação verdadeira. A tendência é que a realidade não se altere nos próximos meses.
O pior desempenho da PCPV continua a ser o das Lojas de Autopeças e Acessórios, que apresentaram baixa de 14,3% no contraponto a junho do ano anterior. No semestre, o setor acumula queda de 19,4%. Essa posição não é propriamente uma novidade para as empresas do segmento que enfrentam problemas de concorrência com grandes redes, a venda de autos novos que reduz a necessidade de manutenção, o aumento da participação de mercado por parte das concessionárias e a entrada de peças chinesas.
Materiais de construção lideram crescimento do setor no semestre
Em: 13 de agosto de 2008
Crescimento foi de 8,4% e, em comparação com junho de 2007, o crescimento foi de 10,2%. Lojas de vestuário, tecido e calçados também apresentaram bom crescimento, com alta de 10,4%
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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