Estudo prevê estagnação da telefonia fixa e que grandes perderão mercado

Em: 14 de agosto de 2008
Enquanto o setor de telefonia móvel vai “de vento em polpa”, com crescimento de cerca de 30% até 2009, o de telefonia fixa “deverá continuar amargando” estagnação no mesmo período.
Enquanto o setor de telefonia móvel vai “de vento em polpa”, com crescimento de cerca de 30% até 2009, o de telefonia fixa “deverá continuar amargando” estagnação no mesmo período.

Enquanto o setor de telefonia móvel vai “de vento em polpa”, com crescimento de cerca de 30% até 2009, o de telefonia fixa “deverá continuar amargando” estagnação no mesmo período. É o que afirma um estudo produzido pela consultoria Tendências, que ainda prevê redução de clientes nas grandes empresas do serviço fixo.
De acordo com o relatório, assinado por Adriano Pitoli e Camila Saito, e obtido com exclusividade pela Folha Online, o mercado de telefonia fixa deverá permanecer estagnado nos próximos anos, principalmente em decorrência da acentuada contestação de mercado exercida pelos celulares e também por outras tecnologias, como o VoIP. Para 2008 e 2009, a estimativa da Tendências é de leve aumento de 1,5% para ambos os anos.
Se o setor terá apenas “um leve crescimento” até 2009, o cenário para as três principais concessionárias fixas locais -Telefônica, Oi e BrT- é ainda mais negativo. Segundo o estudo, as três empresas já acumularam juntas uma queda de 8% no número de terminais em serviço nos últimos três anos.
“Nossa expectativa para os próximos anos é de continuidade desta trajetória, com quedas de 2,4% para este ano e de 3,0% para o próximo”, diz o relatório da Tendências.
Contra as grandes teles, além do baixo crescimento do setor, estão as novas empresas entrantes no serviço, como a Embratel, a NET e a GVT, segundo o estudo. “É verdade que as concessionárias do serviço local (incluindo neste caso, a CTBC e Sercomtel) ainda detêm quase 90% do total de 39,4 milhões de terminais fixos em serviço no País, o que se explica pelo simples fato de que essas operadoras estão há muito mais tempo no mercado que as entrantes”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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