Juros de consignado a aposentados vão permanecer em 2,5% ao mês

Em: 5 de novembro de 2008
A existência de uma pressão por parte dos banqueiros para ganhar um pouco mais por conta do momento de crise, ministro da Previdência Social garante que taxa de juros não vai subir
A existência de uma pressão por parte dos banqueiros para ganhar um pouco mais por conta do momento de crise, ministro da Previdência Social garante que taxa de juros não vai subir

Apesar da crise financeira internacional, a taxa de juros do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas permanecerá em 2,5% ao mês. A garantia foi dada ontem pelo ministro da Previdência, José Pimentel. Ele assegurou que a dificuldade de crédito causada pela turbulência no mercado não reduzirá o ritmo de geração de empregos formais no fim do ano.
“Existe uma pressão por parte dos banqueiros para ganhar um pouco mais, isso é da natureza do sistema financeiro, mas os dados que temos e também os do Ministério da Fazenda nos permitem dizer aos aposentados e pensionistas que a taxa máxima de juros por mês continuará em 2,5%”, disse.
Depois de participar de cerimônia em comemoração aos 34 anos da Dataprev (Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social), Pimentel avaliou que o pior momento da crise financeira ocorreu em setembro e que as medidas tomadas pelos Estados Unidos e a União Européia já apresentam resultados positivos no controle dos mercados.
Com a crise “administrada”, afirmou o ministro, o Brasil deverá manter o ritmo de criação de novos postos de trabalho formais. “Foi exatamente em setembro que tivemos 282 mil novos trabalhadores com carteira assinada ingressando no mercado. Esse foi o maior número no período histórico brasileiro”, acrescentou.
“Só o comércio tem nos informado que deve contratar acima de 100 mil novos trabalhadores nesse período. Embora exista a crise, o comércio, que é o termômetro desse processo, deverá crescer entre 8% e 10% comparado a 2007, que foi o melhor ano para o setor varejista”, completou.
José Pimentel assegurou que todas as obras, pública e privadas, que dependem de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) não serão interrompidas. “Podemos afirmar que todos os projetos, todas as obras públicas e privadas que estão na carteira para serem feitas em 2009, nenhuma está sendo adiada”, concluiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar