Ubam vai à justiça contra aumento de tarifa de luz

Em: 3 de novembro de 2008
O reajuste aplicado foi de 15,08% para os clientes residenciais. No caso das indústrias, a conta vai subir até 15,06%. Já na Ceam, os consumidores residenciais terão reajuste de 19,16% e as indústrias, de 21,65%
O reajuste aplicado foi de 15,08% para os clientes residenciais. No caso das indústrias, a conta vai subir até 15,06%. Já na Ceam, os consumidores residenciais terão reajuste de 19,16% e as indústrias, de 21,65%

O presidente nacional da União Brasileira de Municípios (Ubam), Leonardo Santana, divulgou nota, dando conta de que a entidade va apresentar ação judicial contra o aumento da conta de luz residencial da ordem de 15,08%, índice superior ao adotado por concessionárias de energia em outros Estados do país.
O reajuste aplicado foi de 15,08% para os clientes residenciais. No caso das indústrias, a conta vai subir até 15,06%. Já na Ceam, os consumidores residenciais terão reajuste de 19,16% e as indústrias, de 21,65%. Esses reajustes nas contas de luz foram considerados pelo presidente da Ubam como medida irresponsável, favorecendo o lucro abusivo e a tentativa de descontrolar a economia do Estado do Amazonas, sobretudo em relação ao comércio e à indústria, o que fará refletir nos preços ao consumidor, que também é injustiçado e sem perceber aumento salarial dessa natureza.
Ele disse que esse aumento demonstra a inércia da agência reguladora em relação à fiscalização e manutenção do fornecimento de serviços de interesse público, sem que a população seja roubada e enganada. “O pior é que a Aneel é conivente com essa maneira esdrúxula de fornecer bem de serviço, que é obrigação do Estado mantê-lo em prol da população”. Frisou.
Leonardo Santana criticou a Anel por ter autorizado o aumento e estranhou que outras companhias concessionárias de energia, nos Estados de Alagoas, Piauí e Maranhão, tenham concedido reajuste entre 10 a 10,7%, diferente do que acontece no Amazonas, onde uma companhia quer obrigar ao consumidor o pagamento de uma das tarifas mais caras para os consumidores domésticos, para uma inflação em torno de 6% no período.
O dirigente afirmou que, se as organizações municipalistas não atentarem para esses abusos, os Municípios terão sérios prejuízos nas suas arrecadações e também sentirão os reflexos no comércio e na indústria.
Ele garantiu que conseguirá na Justiça federal uma liminar suspendendo o reajuste, pois segundo ele, a justiça não se dobrará aos caprichos do setor da especulação econômica.
Leonardo Santana está solicitando a Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas a realização de uma audiência pública, objetivando uma ampla discussão sobre o aumento, com a participação de representantes da Manaus Energia e da Aneel, com as entidades de classe, sindicatos e a OAB.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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