Comece o ano sem dívidas, dizem economistas

Em: 5 de novembro de 2008
O governo do Estado e o pólo industrial devem injetar na economia de Manaus, no último bimestre do ano, o montante de aproximadamente R$ 660 milhões, destinado ao pagamento de décimo terceiro salário pelo pólo e a remunerações pela gestão estadual
O governo do Estado e o pólo industrial devem injetar na economia de Manaus, no último bimestre do ano, o montante de aproximadamente R$ 660 milhões, destinado ao pagamento de décimo terceiro salário pelo pólo e a remunerações pela gestão estadual

O governo do Estado e o pólo industrial devem injetar na economia de Manaus, no último bimestre do ano, o montante de aproximadamente R$ 660 milhões, destinado ao pagamento de décimo terceiro salário pelo pólo e a remunerações pela gestão estadual. Com tanto dinheiro na mão, o amazonense precisa ficar atendo para não cair nas armadilhas do consumo e usar, sob vigilância, a compensação trabalhista nas festas de fim de ano, como advertem os economistas.
Para o assalariado, o recebimento de parte deste recurso, significa a oportunidade de dar forma a um sonho de consumo como renovar o guarda-roupa, fazer aquela viagem esperada ou mesmo reformar a casa. E muitos atraídos pelas promoções e facilidades de pagamento, acabam correndo o risco de entrar o ano novo sem crédito na praça e com muitas dívidas.
Em tempo de crise financeira e projeções de desaceleração econômica, os economistas são unânimes, é preciso cautela na hora de fazer as compras de Natal. Pesquisar, comprar à vista e quitar os débitos anteriores são as principais dicas dadas pelos economistas para o trabalhador entrar 2009 com as contas equilibradas.
Dicas que a assistente social, Socorro Rocha, pretende adotar. Segundo ela, o décimo terceiro salário deve ser utilizado para pagar suas contas e os 30% restantes ela pretende economizar para daqui uns meses fazer uma aquisição que realmente valha o investimento. “Vou depositar na poupança para render um pouco e no próximo ano pretendo comprar um aparelho de televisão à vista, daí, consigo um bom desconto”, afirmou.
Para o economista José Laredo, a assistente social está certa ao planejar a compra, pois o mais indicado é evitar o crediário e se possível, comprar sempre à vista. “Dessa forma, o cliente tem mais poder de negociação e pode forçar um desconto maior”. Para quem está endividado, não existe outra alternativa a saída é quitar o débito, antes de fazer uma nova dívida, segundo o economista.
Para as dívidas do cartão de crédito, Laredo recomendou utilizar o dinheiro do décimo terceiro salário para saldar o débito ou parte dele, pois os juros são alto neste tipo de operação, entre 10% e 12%.

Momento de instabilidade

Precaução é o conselho dado também pela economista Denise Amaral. Segundo ela, o Brasil está passando por um momento de transformações na economia e que não dá para saber qual vai ser o impacto da crise para o próximo ano. Por isso, ela recomendou evitar os financiamentos em longo prazo pois os juros devem se manter em 13,5% nos próximos 12 meses. “Melhor este ano presentear os amigos e familiares com lembranças que não pesem muito no bolso para evitar contrair vários débitos”, sugeriu.
Ela alertou que o consumidor deve ficar atento na hora da compra para as propagandas que dizem parcelar em várias vezes sem juro. “É preciso estar consciente para não cair em armadilhas, porque geralmente o lojista embute o juro nas parcelas fixas”, explicou. Outra armadilha do consumo, segundo Amaral é o cartão de crédito que faz as pessoas comprarem sem ter condições de zerar a dívida.
“É preciso ter cuidado porque o consumidor pode rolar uma dívida que não tem como pagar. Por isso, comprar à vista é a melhor solução e antes de tudo, priorizar o pagamento dos débitos. É melhor começar o ano de 2009 com o bolso vazio, mas livres das contas”, concluiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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