Arrecadação soma R$ 65,5 bi em outubro

Em: 19 de novembro de 2008
Apesar da crise financeira, a arrecadação de impostos e contribuições continua crescendo. De acordo com dados da Receita Federal, foram arrecadados R$ 65,493 bilhões somente no mês de outubro
Apesar da crise financeira, a arrecadação de impostos e contribuições continua crescendo. De acordo com dados da Receita Federal, foram arrecadados R$ 65,493 bilhões somente no mês de outubro

Apesar da crise financeira, a arrecadação de impostos e contribuições continua crescendo. De acordo com dados da Receita Federal, foram arrecadados R$ 65,493 bilhões somente no mês de outubro.
Esse é o melhor resultado desde o registrado em janeiro deste ano (R$ 65,515 bilhões), considerando dados corrigidos pelo índice oficial de inflação (IPCA). O desempenho é também o melhor da história para meses de outubro.
O número representa um crescimento de 17,13% em relação ao mês anterior e de 12,36% em relação a outubro do ano passado, descontada a inflação.
Nos dez primeiros meses do ano, houve um crescimento de 10,33%, acima do registrado até setembro (10,08%), o que mostra aceleração de arrecadação em um momento de crise.
Nesse período, entraram nos cofres públicos R$ 576,6 bilhões em impostos e contribuições, novo recorde, mesmo com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Em termos relativos, o imposto cuja arrecadação mais cresceu no ano foi o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que teve suas alíquotas elevadas para compensar o fim da CPMF.
A arrecadação subiu 150,46% e chegou a R$ 17,1 bilhões no acumulado do ano. A maior parte desse valor foi pago pelas pessoas físicas que fizeram empréstimos no período. Em valores absolutos, o principal responsável pela arrecadação recorde foi o Imposto de Renda (pessoa física, empresas e retido na fonte), que respondeu por 28,2% do total. Foram arrecadados R$ 162,7 bilhões, sendo R$ 77 bilhões somente das empresas.
A Receita vem justificando os sucessivos recordes alcançados neste ano com base no aumento do lucro das empresas e no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). A segunda maior arrecadação ficou com a Cofins (R$ 102,6 bilhões), outro tributo pago pelas empresas, um aumento de 17,8% sobre o ano passado. As receitas da Previdência, que respondem por cerca de 25% da arrecadação, cresceram 11,3% no ano e chegaram a R$ 144,4 bilhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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