Compras devem ficar em alta no Dia das Crianças

Em: 6 de outubro de 2021

Em torno de 92% dos consumidores de Manaus pretendem comprar algo para o Dia das Crianças, apenas 5% dizem que não farão isso neste ano e 3% ainda se dizem indecisos. A maioria (42%) pretende gastar de R$ 101 a R$ 200, preferencialmente por cartão de crédito parcelado (47%). Os critérios prioritários na hora de escolher o presente são as promoções (33%) e os preços (27%) e o local escolhido para a compra é principalmente o Centro da cidade (49%) – que costuma ser identificado por ambas as características. 

A avaliação ocorre em sintonia com um período ainda considerado difícil, pelos consumidores. Embora 44% informem que ninguém da família ficou desempregado durante a pandemia, 46% consideram que conseguir um emprego ficou mais difícil pela falta de vagas. É o que revela a Pesquisa de Intenção de Compra e Confiança do Consumidor para o Dia das Crianças, do Ifpeam (Instituto Fecomercio de Pesquisas Empresariais do Amazonas). A Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas) espera uma alta de 5% nas vendas da data.

No texto do estudo, o Ifpeam ressalta que, apesar de não ser o período de maior faturamento do fim de ano, a data serve como termômetro para o varejo medir o potencial das vendas., e informa que as perspectivas positivas também ocorrem em função do feriado de Nossa Senhora Aparecida, que leva mais consumidores às compras. O Instituto avalia que o “ritmo acelerado” da vacinação no Amazonas e a flexibilização do isolamento social, mediante a queda das estatísticas locais da pandemia, trazem “boas expectativas” ao setor.

“Além disso, o ano de 2020 foi atípico e representou queda significativa nas vendas, estes últimos três meses de 2021 devem apresentar uma reação nas taxas de faturamento do varejo. A Pesquisa Intenção de Compra do Consumidor, às vésperas dessa data sazonal, vem contribuir de forma significativa com o empresariado local e também com os vendedores no sentido de informar dentro desse questionamento os diversos perfis, desde as pessoas que pensam em apenas uma lembrancinha para o Dia das Crianças, assim como aquelas que pretendem gastar um pouco mais”, assinalou o texto.

Critérios de escolha

Entre os 92% dos consumidores manauenses que já se decidiram favoravelmente pela compra, 43% pretendem adquirir brinquedos, seguidos por aqueles que deve buscar presentes mais tradicionais para as datas comemorativas em geral, como vestuário (31%) e calçados (16%). Produtos de maior valor agregado, como eletroeletrônicos (3,1%), telefones celulares e bicicletas (ambos com 1% de intenção de compras, cada), estão entre as últimas posições, assim como itens de perfumaria (2,8%) e artigos esportivos (2,1%).

A faixa de gastos preferencial é a que vai dos R$ 101 aos R$ 200 (46%), seguida de perto pelos que esperam gastar entre R$ 51 e R$ 100 (38%), e mais de longe pelos que pretende dispender menos de R$ 50% (8%), de R$ 201 a R$ 300 (5%) e mais de R$ 300 (3%). Ao menos 47% informam que devem comprar com cartão de crédito parcelado, e outros 45% garantem que usaram dinheiro ou cartão de débito. Na sequência, estão aqueles que preferem o cartão de crédito à vista (6%) e as transferências instantâneas via Pix (1%).

Os critérios preferenciais no momento da compra são, na ordem, as promoções (33%) e o preço (29%). Em seguida estão os consumidores que priorizam , a variedade de produtos (14%), a segurança (12%), a climatização do estabelecimento (6%), a localização (2%), e a variedade de Lojas (2%).  O Centro da cidade é o local escolhido por praticamente a metade dos entrevistados pelo Ifpeam (49%), seguido pelos shopping centers (35%), comércio local de bairros (13%), internet (2%) e supermercados (1%). 

Empregabilidade difícil

Em paralelo com as intenções de compras, o levantamento do Ipeam também buscou identificar a situação de emprego e empregabilidade do consumidor – que impacta diretamente em sua capacidade de gastos. A boa notícia é que 44% dizem que não houve desemprego na família, durante as duas ondas da pandemia, em Manaus. Os que confirmaram perda de emprego, alegam que a situação persiste porque estão cumprindo isolamento social (23%), escolheram não buscar oportunidades (15%), faltam vagas no mercado (13%), estão recebendo auxílio emergencial (4%), ou não contam com capacitação profissional (1%).

Os entrevistados que consideram que conseguir emprego na capital amazonense ficou mais fácil apontam como motivos a flexibilização do isolamento social, o “ritmo acelerado da vacinação” (ambos com fatia de 39%, cada), a retomada da economia (15%) e a “reabertura do comércio não essencial” (7%). Os que dizem está mais difícil, listam a falta de vagas (46%), a “falta de capacitação exigida pelo mercado local” (34%), ou mesmo que não estão procurando atividade remunerada (16%), entre outros  (4%).

A pesquisa do Ifpeam foi realizada com 306 consumidores da capital amazonense, entre os dias 1º e 27 de setembro. A maioria (38%) ganha de um a três salários mínimos, sendo seguida por aqueles que recebem até um salário mínimo mensal (29%), de três a cinco salários mínimos (23%) e aqueles cujos vencimentos superam esse patamar (10%). 

Sazonalidade e pandemia

O presidente em exercício da Fecomercio-AM, Aderson Frota, lembra que o Dia das Crianças é a terceira data mais forte para o setor, perdendo apenas para o Natal e o Dia das Crianças, nesta ordem. O dirigente pondera que o varejo ainda enfrenta diversos obstáculos para crescer, a exemplo da inflação dos combustíveis e da energia, e desabastecimento de produtos, entre outros entraves. Mas, reafirma que está otimista quanto aos resultados para os lojistas.

“Nós estamos na expectativa de que, apesar de todos os problemas que geram dificuldades de abastecimento e crescimento do custo dos fretes e inflação, vamos ter um crescimento neste Dia das Crianças superior ao registrado no ano passado. Esperamos uma alta de até 5%, ou até um pouquinho superior. Este último trimestre do ano é exatamente o período mais favorável às vendas do varejo. Por conta disso, e em razão de termos vencido todos aqueles momentos difíceis provocados pela pandemia, essa é a nossa expectativa”, finalizou.

Foto/Destaque: Divulgação

Marco Dassori

É repórter do Jornal do Commercio
Pesquisar