Preço do frete cai e ameaça armadores e estaleiros no mundo

Em: 12 de janeiro de 2009
As perspectivas são dramáticas para estaleiros, empresas de navios e nações produtoras, no rastro da crise econômica global, alerta a Unctad (Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) em relação ao preço dos fretes
As perspectivas são dramáticas para estaleiros, empresas de navios e nações produtoras, no rastro da crise econômica global, alerta a Unctad (Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) em relação ao preço dos fretes

As perspectivas são dramáticas para estaleiros, empresas de navios e nações produtoras, no rastro da crise econômica global, alerta a Unctad (Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) em relação ao preço dos fretes.
O custo do frete marítimo caiu 93,4% no ano passado e as projeções para este ano são também pessimistas. Há cada vez mais grandes navios ociosos e seu valor diminuiu. Mesmo o cancelamento de encomendas de embarcações dificilmente melhorará o cenário em futuro próximo, segundo a agência da ONU.
Até meados de 2008, o crescimento da economia internacional encorajou quase a multiplicação da capacidade de embarcações para transportar mercadorias. Mais de 80% do comércio global de mercadorias é transportado por navios. Mas a crise financeira global provocou uma mudança brutal no ciclo de expansão e contração no setor naval. Depois de uma explosão de preço no começo de 2008, o BDI (Baltic Dry Index), um dos principais indicadores de custo de transporte marítimo, declinou de 11.793 pontos em maio para 789 pontos, na última quinta-feira, 8.
A queda do BDI é atribuída ao elevado estoque de minério de ferro e menor demanda por aço por parte da China, menor demanda por carvão, antecipação de maior número de navios disponíveis este ano e sobretudo em 2010.
A mudança da conjuntura pegou o setor inflado. Em 2008, a frota mercante global tinha capacidade de carga de 1,1 bilhão dwt , dos quais 319 milhões dwt de embarcações “dry bulk”. Ao mesmo tempo, as encomendas para novos navios transportadores era de 222 milhões dwt, equivalente a 57% da frota existente.
A Unctad alertou que a entrega de novos navios a partir deste ano exacerbará o declínio no custo do frete, com o maior suprimento justamente quando a demanda desmorona com a crise global.
Os maiores perdedores com menor taxa de frete são a China, Coréia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Índia, Singapura, Irã e Vietnã, cujos proprietários de navios contam com o comércio internacional forte.

Redação

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