Quem não gosta de farofa levante o braço. Difícil alguém levantar, principalmente depois que a ovinha se popularizou, em Manaus. Imagine uma farofa com ovinha, torradinha, quentinha, e com banana, como agora pode ser encontrada em vários restaurantes da cidade.
No Natal, a farofa se tornou item imprescindível, podendo ser servida com os mais diversos sabores, bastando mudar os ingredientes: linguiça, ovos, milho, azeitonas, queijo, ervas, cebola, frutas diversas, e a lista é grande. Quem, porém, não quiser ter trabalho, no corre-corre do preparo do cardápio natalino, pode adquirir a ‘Farofa da Elma’, prontinha para uso, e com dez sabores para agradar a todos os paladares.
O produto e a empresa completaram seis anos, agora em março de 2021, sem nunca ter deixado de investir nessa iguaria que é tão amazônica, a farinha, gourmetizando-a e transformando-a em farofa.
“Fui proprietária de um restaurante e, quando tive que fechá-lo, resolvi investir na produção de farofa, um alimento que todo mundo gosta. Desde então nossa produção e profissionalização só tem aumentado”, falou Elma Magalhães, que junto com as filhas Alline e Kallyne, administra a empresa.
Da farofa tradicional, as empreendedoras foram testando novos sabores e hoje no portfólio da empresa constam dez itens, entre eles, castanha do Brasil, calabresa apimentada, camarão, e piracuí (a famosa farinha de peixe, o bodó). A cúrcuma (açafrão) dá uma cor especial às farofas.
“Nos últimos anos, a cada final de ano lançamos um sabor novo. Em 2019 foi o coco agridoce. 2020 não lançamos nenhum sabor, devido à pandemia, e agora retornamos com um novo item, a farofa com sementes (chia, linhaça, gergelim branco e gergelim preto)”, informou Alline.
Máquina de fazer farofas
As variedades de farinha utilizadas pela ‘Farofa da Elma’ são a branca, de Cruzeiro do Sul/AC e a ovinha, de Uarini/AM.
Produzida nos municípios de Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, no Acre, a farinha de Cruzeiro do Sul, como ficou conhecida, é a primeira farinha de mandioca com IG (Indicação Geográfica) no mundo. O selo de IG, conquistado há três anos, na modalidade IP (Indicação de Procedência), é administrado pela Central Juruá, junto com os produtores rurais daquele Estado.
A farinha de Uarini, ou ovinha, é originária dessa cidade amazonense, e ganhou fama pela sua qualidade e sabor. É produzida por associações de produtores rurais daquela região. Seu formato, parecido às ovas dos peixes, daí o nome, é adquirido através de peneira especial. Da ovinha pode-se, inclusive, fazer um delicioso cuscuz.
“Atualmente nossa capacidade de produção de farofa está em cerca de 300 kg/dia”, revelou Alline.
A própria Alline pesquisou e desenvolveu uma máquina na qual a farinha é transformada em farofa, sendo aquecida e recebendo os ingredientes, por sinal, elaborados e conhecidos por Elma, aperfeiçoados desde os tempos em que tinha o restaurante.
“A máquina é tão nova, que ainda não tem nem nome, mas pesquisei e desenvolvi um modelo que atendesse às nossas necessidades. Ela tem a capacidade de processar uma grande quantidade de farinha, de uma vez só, para ser transformada em farofa”, contou.
Em busca do mercado exterior
Além de mais um sabor, outro lançamento da ‘Farofa da Elma’ neste ano foi a embalagem padrão exportação. Antes o produto era apresentado em pequenos potes de plástico. Agora vem numa embalagem sustentável, feita de papel reciclado coberto com uma fina camada plástica, disponíveis em 300g e 500g. Os potes de plástico serão ‘aposentados’, em breve.

“Nosso produto está dentro de um padrão para ser aceito em mercados tanto no Brasil quanto no exterior, contendo informação nutricional, ingredientes, data de fabricação, inclusive com uma pequena história da farinha. E algumas de nossas farofas (tradicional, com sementes, coco doce e castanha do Brasil) são veganas. As não veganas levam calabresa, camarão e peixe”, informou.
Quem quiser saber mais sobre a ‘Farofa da Elma’ pode acessar suas redes sociais, Face e Instagram, ou solicitar informações pelo 9 8196-8363.
“Também estaremos até domingo na Expoagro, no kartódromo da Vila Olímpica, expondo e vendendo os dez sabores da ‘Farofa da Elma’. Como no ano passado, este ano também estamos disponibilizando o ‘kit de farofas’, para ser dado como presente de Natal. É uma sacola personalizada com quatro potes ou pacotes de farofa, à escolha do cliente”, avisou.
“Quem não quiser ter trabalho, este ano, preparando a farofa para a ceia do Natal e Ano Novo, pode adquirir nossos produtos segundo nosso lema: praticidade com sabor e qualidade”, concluiu Alline.







