SESI celebra 80 anos em Manaus e reúne lideranças para discutir educação, inovação e futuro

Em: 23 de setembro de 2026
O Confluência SESI 80 anos apresentou projetos de estudantes e colocou em debate os desafios da formação profissional, da ciência e da tecnologia para a Amazônia (Foto: Lilian D'Araujo)

O Serviço Social da Indústria (SESI) celebrou, nesta quarta-feira (23), oito décadas de atuação com o evento Confluência SESI 80 anos, realizado em Manaus e dedicado à integração entre educação, indústria, ciência, inovação e sociedade. A programação reuniu estudantes, educadores, pesquisadores, empreendedores e representantes do setor industrial.

A abertura contou com a participação do presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e diretor regional do SESI Amazonas, Antônio Silva.

Realizado no SESI Clube do Trabalhador e na Escola de Referência Dra. Emina Barbosa Mustafa, o evento apresentou projetos desenvolvidos por estudantes das escolas Dra. Emina Barbosa Mustafa, em Manaus, Padre Francisco Luppino, em Parintins, e Abrahão Sabbá, em Itacoatiara.

Para Antônio Silva, o conceito de “Confluência” foi inspirado no encontro dos rios Negro e Solimões e representa a união de diferentes conhecimentos e experiências.

“O futuro não se espera. O futuro se constrói”, afirmou.

Segundo o presidente da FIEAM, o SESI busca aproximar ciência, tecnologia, experimentação e prática dentro das escolas, conectando educação, indústria e sociedade. A programação também incluiu atividades de empreendedorismo e inovação, além de apresentações culturais.

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Projetos e inovação

No Espaço Maker da Escola de Referência, os estudantes participaram de uma dinâmica colaborativa que envolveu identificação de problemas, elaboração de ideias, construção de protótipos e apresentação dos projetos.

O auditório recebeu o painel “Da Escola para o Mundo”, conduzido pela consultora do Sebrae Amazonas Alessandra Moreno, com discussões sobre empreendedorismo, inovação e futuro.

A programação cultural “A Amazônia que cria” reuniu música, dança, teatro, audiovisual e manifestações culturais. O evento também teve a entrega simbólica da Bolsa Científica aos participantes do Clube de Ciências.

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Antônio Silva abriu o evento.

O Brasil de 1946 e os desafios de hoje

Durante a abertura, Fausto Augusto Junior lembrou que o SESI foi criado em 1946, em um Brasil predominantemente rural e em processo inicial de industrialização.

O presidente do Conselho Nacional do SESI destacou que a instituição acompanhou as transformações econômicas e sociais do país e também precisou adaptar sua atuação.

Na saúde, segundo ele, a atuação passou a priorizar cada vez mais a prevenção e a promoção da qualidade de vida. Na educação, o desafio passou a incluir a preparação de estudantes e trabalhadores para um mercado em constante transformação.

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Fausto Júnior é o presidente do Conselho Nacional do Sesi

“O SESI não olha só para o hoje. O desafio é olhar para o amanhã”, afirmou.

Fausto também destacou as particularidades da Amazônia e questionou qual será o papel da região diante das mudanças tecnológicas e econômicas que estão em curso.

“Qual o lugar da Amazônia, do Amazonas e de Manaus nesse mundo novo que está surgindo?”, questionou.

Educação como caminho

Para o presidente do Conselho Nacional do SESI, educação, inovação, desenvolvimento tecnológico e inclusão social são elementos fundamentais para o desenvolvimento do país.

Ele também ressaltou que, apesar das diferenças entre as regiões brasileiras, as políticas e projetos precisam considerar as necessidades específicas de cada território.

A produção científica desenvolvida nas escolas, segundo Fausto, deve estar relacionada aos problemas encontrados pelos próprios estudantes e pelas comunidades onde estão inseridos.

“Cada projeto que vocês desenvolvem não é à toa. Ele está ligado a uma demanda social, uma necessidade do território”, afirmou.

A agenda do presidente do Conselho Nacional do SESI em Manaus continua nesta quinta-feira (24), quando ele deverá visitar a Escola Dr. Francisco Garcia, referência em creche para filhos e dependentes de trabalhadores da indústria e também para a comunidade.

Lílian Araújo

É Jornalista, Artista, Gestora de TI, colunista do JC e editora do Jornal do Commercio
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