O Serviço Social da Indústria (SESI) celebrou, nesta quarta-feira (23), oito décadas de atuação com o evento Confluência SESI 80 anos, realizado em Manaus e dedicado à integração entre educação, indústria, ciência, inovação e sociedade. A programação reuniu estudantes, educadores, pesquisadores, empreendedores e representantes do setor industrial.
A abertura contou com a participação do presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e diretor regional do SESI Amazonas, Antônio Silva.
Realizado no SESI Clube do Trabalhador e na Escola de Referência Dra. Emina Barbosa Mustafa, o evento apresentou projetos desenvolvidos por estudantes das escolas Dra. Emina Barbosa Mustafa, em Manaus, Padre Francisco Luppino, em Parintins, e Abrahão Sabbá, em Itacoatiara.
Para Antônio Silva, o conceito de “Confluência” foi inspirado no encontro dos rios Negro e Solimões e representa a união de diferentes conhecimentos e experiências.
“O futuro não se espera. O futuro se constrói”, afirmou.
Segundo o presidente da FIEAM, o SESI busca aproximar ciência, tecnologia, experimentação e prática dentro das escolas, conectando educação, indústria e sociedade. A programação também incluiu atividades de empreendedorismo e inovação, além de apresentações culturais.

Projetos e inovação
No Espaço Maker da Escola de Referência, os estudantes participaram de uma dinâmica colaborativa que envolveu identificação de problemas, elaboração de ideias, construção de protótipos e apresentação dos projetos.
O auditório recebeu o painel “Da Escola para o Mundo”, conduzido pela consultora do Sebrae Amazonas Alessandra Moreno, com discussões sobre empreendedorismo, inovação e futuro.
A programação cultural “A Amazônia que cria” reuniu música, dança, teatro, audiovisual e manifestações culturais. O evento também teve a entrega simbólica da Bolsa Científica aos participantes do Clube de Ciências.

O Brasil de 1946 e os desafios de hoje
Durante a abertura, Fausto Augusto Junior lembrou que o SESI foi criado em 1946, em um Brasil predominantemente rural e em processo inicial de industrialização.
O presidente do Conselho Nacional do SESI destacou que a instituição acompanhou as transformações econômicas e sociais do país e também precisou adaptar sua atuação.
Na saúde, segundo ele, a atuação passou a priorizar cada vez mais a prevenção e a promoção da qualidade de vida. Na educação, o desafio passou a incluir a preparação de estudantes e trabalhadores para um mercado em constante transformação.

“O SESI não olha só para o hoje. O desafio é olhar para o amanhã”, afirmou.
Fausto também destacou as particularidades da Amazônia e questionou qual será o papel da região diante das mudanças tecnológicas e econômicas que estão em curso.
“Qual o lugar da Amazônia, do Amazonas e de Manaus nesse mundo novo que está surgindo?”, questionou.


Educação como caminho
Para o presidente do Conselho Nacional do SESI, educação, inovação, desenvolvimento tecnológico e inclusão social são elementos fundamentais para o desenvolvimento do país.
Ele também ressaltou que, apesar das diferenças entre as regiões brasileiras, as políticas e projetos precisam considerar as necessidades específicas de cada território.
A produção científica desenvolvida nas escolas, segundo Fausto, deve estar relacionada aos problemas encontrados pelos próprios estudantes e pelas comunidades onde estão inseridos.
“Cada projeto que vocês desenvolvem não é à toa. Ele está ligado a uma demanda social, uma necessidade do território”, afirmou.
A agenda do presidente do Conselho Nacional do SESI em Manaus continua nesta quinta-feira (24), quando ele deverá visitar a Escola Dr. Francisco Garcia, referência em creche para filhos e dependentes de trabalhadores da indústria e também para a comunidade.







