Eduardo Pazuello sofre acidente de moto no Rio

Em: 25 de dezembro de 2021

O ex-ministro da Saúde e general do Exército Eduardo Pazuello, 58, sofreu um acidente de moto na noite de sexta-feira (24), véspera de Natal, no Rio de Janeiro. Ele foi levado ao Hospital Central do Exército e está em observação, com quadro estável de saúde, informou o Exército.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu na avenida Paulo de Frontin, na altura da praça da Bandeira, próximo ao acesso ao elevado, na zona norte da capital fluminense.

Equipes do Quartel Central dos Bombeiros foram responsáveis pelo atendimento, às 23h37.

Ainda conforme o Exército, foram constatadas fratura na clavícula direita e em arco costal do general. “No momento, encontra-se em observação com quadro estável de saúde, não correndo risco de morte”, diz nota enviada à reportagem.

Segundo uma pessoa próxima ao ex-ministro, Pazuello esbarrou no meio fio, perdeu o controle da moto e caiu. Essa fonte diz que o ex-ministro foi para a UTI, mas passa bem, e deve receber alta da unidade de terapia intensiva ainda neste sábado (25).

Pazuello deixou o cargo de ministro da Saúde em março deste ano, em meio a um grave momento enfrentado pelo país durante a pandemia da Covid. Ele foi substituído, então, pelo atual chefe da pasta, o médico Marcelo Queiroga.

Em abril, o general foi realocado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para um cargo na Secretaria-Geral do Exército. Naquela posição, Pazuello era responsável, entre outras coisas, por preparar as reuniões do Alto Comando do Exército, conduzir o processo de concessão de medalhas e assessorar o comandante do Exército.

Em outubro, ele foi nomeado para o cargo de assessor especial na Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Em maio, Pazuello participou de um ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro no Rio, algo vetado para militares da ativa, e fez um discurso em que exaltou o presidente.

Foi aberto um processo para investigar transgressão disciplinar por parte do ex-ministro da Saúde. No mês seguinte, porém, o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, aceitou a pressão de Bolsonaro e decidiu livrar Pazuello de qualquer punição.

Oliveira acatou o argumento de Bolsonaro, Pazuello e de generais da reserva que integram o governo. Para eles, o ato político no Rio não teve conotação partidária.

Redação

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