Comércio fecha ano com alta de 7% no faturamento

Em: 8 de janeiro de 2022

Levantamento realizado pela CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas) apurou que o setor varejista teve uma performance positiva de 7% em 2021, em relação às receitas de 2020, com crescimento também de 9% no comparativo do faturamento de 2019. O resultado é comemorado pelo segmento que pontua o resultado a fatores  como o pagamento do décimo terceiro salário e as oportunidades de geração de  postos de trabalho, principalmente no comércio.  

Ralph Assayag, presidente da entidade, reitera que foram R$ 500 milhões a mais décimo terceiro pagos aos trabalhadores, atrelado  às contratações puxadas pela indústria e o comércio. “Esse resultado só foi possível porque houve esse impulso. No primeiro trimestre conseguimos inaugurar mais de 180 lojas que ofertaram mais de 4 mil empregos diretos. Foram mais de 3 mil contratações temporárias”. 

Segundo Assayag, esforços serão concentrados para tentar manter pelo menos 50% dos mais de três mil trabalhadores temporários contratados nos últimos meses. “Em 2019 e em 2020 100% dos temporários foram demitidos”.

Agora, o setor está trabalhando para a organização dos tradicionais saldos de janeiro, redução de estoque e reorganização das empresas. “Esperamos que esses  produtos possam ser disponibilizados a preço de custo para dar oportunidade a muitos comprarem no mês”. 

No segundo semestre de 2021, a expectativa em relação ao desempenho de vendas para o ano era otimista. A pesquisa mais recente, apontou que o comércio da manauara teve incremento de 12% nas vendas de Natal, superando as projeções das entidades comerciais. 

Recuperação

Vale lembrar que ao longo de 2021 o setor foi fortemente pressionado pelo aumento no preço do barril de petróleo, que em cadeia elevou preços do combustível, da energia elétrica e do frete. Por alguns meses o comércio também sofreu com a falta de embalagens.

Em entrevista ao Jornal do Commerçio, o  presidente em exercício da Fecomércio, Aderson Frota, disse que o setor ainda está atravessando um período de dificuldades por vários fatores, mas vem demonstrando resiliência.  

Frota considera ainda que é fundamental que o setor ganhe um fôlego após a matriz econômica, comércio e serviços serem os mais prejudicados pela pandemia. “Os estabelecimentos foram obrigados a ficar mais de cem dias com as portas fechadas em virtude do alto índice da pandemia no Estado”, lembra ele.

“O comércio varejista está se  recuperando.  Somos os maiores carregadores de ICMS, o maior empregador do Estado e a maior parcela do PIB. Apesar de todas as dificuldades que vivemos, o setor conseguiu ter um desempenho positivo este ano”.

O comércio corresponde a 53% de todo o ICMS recolhido ao estado. Segundo o representante da Fecomércio, os números mostram que o pagamento de ICMS do comércio cresceu, o que significa que os estabelecimentos estavam abastecidos, apesar de todas as dificuldades que afetaram o setor. 

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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