Sinduscon estima crescimento de 3% em 2009

Em: 8 de setembro de 2015
As decisões de investimento no primeiro semestre de 2009 serão fundamentais para manter, nos próximos anos, o nível de empregos e o crescimento de um dos segmentos que mais empregam no Amazonas, a construção civil
As decisões de investimento no primeiro semestre de 2009 serão fundamentais para manter, nos próximos anos, o nível de empregos e o crescimento de um dos segmentos que mais empregam no Amazonas, a construção civil

As decisões de investimento no primeiro semestre de 2009 serão fundamentais para manter, nos próximos anos, o nível de empregos e o crescimento de um dos segmentos que mais empregam no Amazonas, a construção civil. Pelo menos é o que acredita o presidente do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria de Construção Civil do Amazonas), Joaquim Auzier, garantindo que a despeito da suspensão de alguns dos novos lançamentos imobiliários e da recessão na oferta de crédito bancário, o setor mantém o nível de empregabilidade para este ano e deve crescer entre 2% a 3%.
Auzier disse que, amparado nas obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) do governo federal e por conta dos investimentos contratuais confirmados para o próximo triênio pelo lado da infraestrutura, o setor ganha ares de grande importância diante da possibilidade de Manaus sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. Segundo o dirigente, apesar de algumas das grandes incorporadoras terem adiado lançamentos no segmento imobiliário, ainda existem obras suficientes para manter aquecido o mercado de trabalho. “Notamos que, no ano passado, a despeito da retração na oferta de crédito bancário para aquisição de novos financiamentos, o PIB do setor (sic) avançou 5% acima da inflação. Como, em geral, o setor trabalha com ciclos longos que podem atingir até 24 meses, as obras iniciadas antes do epicentro da crise garantirão ao setor um ritmo acima do Produto Interno Bruto em qualquer dos cenários em 2009”, considerou.

Imóveis populares

O diretor da Comissão da Indústria Imobiliária do Sinduscon, Frank Souza, destacou que o momento econômico atual é o ‘calcanhar de Aquiles’, associado ao desempenho comercial dos setores no qual a indústria da construção civil tem um grande peso, devido ao volume de emprego que gera e na participação do desenvolvimento da cidade. Embora ressaltando que as expectativas diante do crescimento do mercado imobiliário tenham mudado, o executivo disse que, diferente da maioria dos setores da economia, a construção civil tem como trunfo a venda dos imóveis populares, cujo segmento vem avançando na capital amazonense. “Trata-se de uma tendência irreversível que acompanha o setor em nível nacional. Além disso, as construtoras sempre fizeram seus lançamentos baseados na capacidade de crédito próprio ou usando o sistema financeiro tradicional, nunca contando com investimentos estrangeiros”, avaliou.
Para o diretor da Construtora Aliança, Flauber dos Santos, mesmo num cenário pessimista, onde muitos analistas estimam a redução dos negócios na construção em sete pontos percentuais, por conta do cancelamento de um grande número de projetos, o que será feito é apenas uma ‘parada para análise’, na qual alguns empreendedores não tem muita certeza dos gastos (custos e preços) e os compradores adiaram por um momento a decisão devido ao aperto na liberação de crédito. “Pelo menos, temos o governo como aliado no sentido de melhorar o crédito ao setor, o que nos leva a acreditar que este cenário deva continuar em plena expansão”, resumiu.
Segundo o levantamento do Sinduscon, o nível de emprego no setor de construção civil no ano passado fechou em queda de 55,23%. O saldo anual de trabalhadores caiu de 5.185 observado em 2007 para 2.321 em 2008. Apesar disso, o setor acumula um estoque de 11,19 mil postos de trabalho.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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