O senador Plínio Valério (PSDB/AM) descartou ontem a possibilidade de vingar no Senado uma nova CPI da Covid, pretendida pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP). Valério diz que há outras prioridades na Casa, como a reforma tributária, e questionou o fato de avançar a sua proposta para uma CPI das ONGs.
A justificativa apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues é a suposta continuidade do “apagão de dados” da saúde, que tem dificultado uma avaliação precisa da situação da covid-19 no Brasil, em meio à propagação da variante ômicron e à polêmica sobre a vacinação de crianças. Para uma CPI ser criada, são necessárias as assinaturas de um terço dos 81 membros do Senado, ou seja, 27 senadores.
“Não vou assinar esse pedido e mais, sou contra. Acho que não é o momento mais, temos coisas importantes para decidir no Senado, como a reforma tributária. E tenho o pedido da CPI das ONGs que estava pronta para ser instalada quando foi atropelada pelo ministro Barroso”, criticou o senador Plínio Valério.
O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), lembrou que na última segunda-feira (10) o apagão completou um mês, iniciado por um ataque hacker ao sistema ConecteSUS, aplicativo que emite certificados de vacinação. “O Brasil segue sem saber o tamanho real da nova onda de contaminações provocada pela variante ômicron. É muito importante que os dados sejam recuperados. Um momento crítico em que precisamos de todas as informações para podermos vencer o inimigo”, alertou.
Com informações da Agência Senado







