Governo amplia acesso a financiamentos para ampliar base exportadora

Em: 8 de setembro de 2015
Para ampliar a base exportadora brasileira e suprir a escassez de crédito para operações de comércio exterior, o governo federal decidiu ampliar o Proex(Programa de Financiamento Exportações)para empresas com faturamento bruto anual de até R$ 600 milhões
Para ampliar a base exportadora brasileira e suprir a escassez de crédito para operações de comércio exterior, o governo federal decidiu ampliar o Proex(Programa de Financiamento Exportações)para empresas com faturamento bruto anual de até R$ 600 milhões

Para ampliar a base exportadora brasileira e suprir a escassez de crédito para operações de comércio exterior, o governo federal decidiu ampliar o Proex (Programa de Financiamento s Exportações) para empresas com faturamento bruto anual de até R$ 600 milhões.
O programa, antes destinado a micro, pequenas e médias empresas, passa a atender também a negócios de maior porte dos setores de bens de capital, farmacêutico, químico, têxtil e calçadista. A medida, da Camex (Câmara de Comércio Exterior),foi publicada no último dia 18 no Diário Oficial da União.
A gente precisa não só aumentar a base exportadora, mas manter os exportadores que estão no mercado, afirmou Lucia Helena Monteiro Souza, diretora da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do Mdic (Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior). O objetivo é atender empresas médias para grandes, que já têm seu fluxo de comércio internacional, mas que estão com dificuldade de financiamento, explicou.

Maior limite

Com a ampliação do limite de faturamento de R$ 300 milhões para R$ 600 milhões, cerca de 20 mil empresas em todo o país terão acesso ao crédito. A expectativa da Camex é de que entre 800 e 900 empresas utilizem a linha de crédito, que dispõe de R$ 1,3 bilhão do Tesouro, disponibilizados pelo Banco do Brasil, diretamente para as empresas, com prazo até 10 anos e juros Libor (taxa dos juros interbancários de Londres). Nossa meta é utilizar todo o orçamento. Se por acaso houver necessidade, o Mdic vai brigar por uma suplementação orçamentária, afirmou a diretora da Secex.
O orçamento é o mesmo de 2008. No ano passado, no entanto, apenas 70% dos recursos foram utilizados por cerca de 400 empresas exportadoras. Segundo Lucia Helena, desde 2003, quando o Proex passou a atender apenas pequenas e micro empresas, sobram recursos do programa. Para mudar esse quadro, no ano passado a Camex já havia estendido o limite de faturamento das empresas interessadas de R$ 60 milhões para R$ 150 milhões e, depois, para R$ 300 milhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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