Setor permanece otimista e deve crescer como o PIB em 2009

Em: 8 de setembro de 2015
O faturamento das 19 mil empresas que o compõem deverá alcançar o total de R$ 24,2 bilhões. No ano passado, o faturamento foi de R$ 23,7 bilhões ou 2,1% superior ao registrado em 2007.
O faturamento das 19 mil empresas que o compõem deverá alcançar o total de R$ 24,2 bilhões. No ano passado, o faturamento foi de R$ 23,7 bilhões ou 2,1% superior ao registrado em 2007.

O setor gráfico brasileiro continua confiante e com previsão de crescimento, este ano, semelhante ao PIB. O faturamento das 19 mil empresas que o compõem deverá alcançar o total de R$ 24,2 bilhões. No ano passado, o faturamento foi de R$ 23,7 bilhões ou 2,1% superior ao registrado em 2007.
A retração do mercado internacional já foi percebida pelas indústrias gráficas exportadoras. 20% da produção são destinados à exportação. O maior comprador internacional são os Estados Unidos. Cadernos e embalagens micro-onduladas são os principais produtos vendidos para o mercado norte-americano.
Desde 2004, a cadeia produtiva gráfica está vivendo um ciclo virtuoso e não parou de crescer. No ano de 2006 ocorreu o pico de crescimento, quando os negócios evoluíram 24%, em relação a 2005. As empresas e indústrias dessa cadeia geram 209 mil empregos diretos e mais de um milhão de empregos indiretos no país.
“Alguns segmentos já sentem o momento econômico, como o de material gráfico promocional e o de embalagens, este último muito ligado à indústria de consumo”, afirmou Alfried Karl Plöger presidente da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica). Já os segmentos relacionados com produtos típicos de início de ano – como cadernos, livros editoriais, entre outros – tiveram movimento normal em janeiro e fevereiro. “ Só realmente saberemos se tivemos ou não retração no mês de março, quando acabam as vendas sazonais e os pedidos para atender aos mercados interno e externo recomeçam”, explicou o presidente da Abigraf.
As exportações do setor gráfico ainda são baixas, segundo Plöger. O mercado interno é o grande cliente das indústrias e empresas gráficas e 95% delas são de micro e pequeno porte, segundo ele.
“Acreditamos que parte do que exportamos poderá ser absorvido pelo mercado interno por conta da turbulência econômica internacional”, dizssePlöger. Embalagens, cadernos, cartões, editorial, promocionais e etiquetas são os principais segmentos exportadores.
O ano de 2009 será difícil e os empresários devem continuar a trabalhar com objetividade. “É importante que os empresários gráficos se conscientizem de que terão que reduzir custos, administrar estoques e de que um aumento de preços neste contexto é inviável”, alertou o presidente da Abigraf. “Já enfrentamos muitas crises no Brasil e não é agora que vamos nos desesperar. Temos que ter paciência, tranquilidade e continuar trabalhando com objetividade e foco”, aconselhou.

Investimento em máquinas e equipamentos preocupa

O acesso ao crédito não é o grande obstáculo do setor. Empresas e indústrias gráficas estão preocupadas com os investimentos feitos, recentemente, em novas máquinas e equipamentos. “Só em importação foram gastos mais de US$ 3 bilhões nos últimos dois anos. Como pagar as máquinas compradas em dólar e euro, e que sequer chegaram aqui ainda?”, questionou o dirigente da entidade.
Alguns segmentos isolados demitiram funcionários, mas não se trata de uma tendência do setor como um todo. Uma melhor análise sobre o tema só poderá ser feita a partir de março, segundo Plöger.
“O Brasil adotou uma política econômica completamente conservadora nos últimos anos. Impediu o aquecimento do consumo até onde pode e as linhas de crédito para compra de bens de consumo só começaram a ser ampliadas nos últimos dois anos”, disse ele. Ironicamente, essa política acabou sendo positiva no enfrentamento da crise financeira internacional, segundo Plöger. “Nem o governo sabia que teria esse efeito”, acrescentou o dirigente.
Algumas medidas importantes devem ser tomadas para combater o impacto da crise no Brasil. Os recursos destinados ao sistema financeiro, por meio da liberação dos depósitos compulsórios dos bancos, devem chegar à economia real, segundo o dirigente. “Também é crucial reduzir juros, pois seria inútil disponibilizar crédito sem reduzir o custo do dinheiro”, argumentou Plöger.
Outro problema grave a ser enfrentado é o gasto público, segundo Plöger. “A palavra de ordem do governo deve ser investir. E muito, buscando os recursos a partir do corte do custeio”, sugeriu o atual presidente da Abigraf.

Prêmio Abigraf

A entidade representativa do setor gráfico vai realizar a primeira edição do Prêmio Abigraf de Responsabilidade Socioambiental, integrado pelas categorias Responsabilidade Social e Responsabilidade Ambiental. As inscrições ao prêmio começaram no último dia 16 e prosseguem até 15 de abril. O objetivo é estimular práticas sociais e ambientais no setor gráfico.
A entrega dos prêmios será em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, durante solenidade a ser realizada na capital paulista. Regulamento e ficha de inscrição estão disponíveis no site da entidade: www.abigraf.org.br.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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