A taxa média de desocupação nas seis regiões metropolitanas consideradas pela PME foi de 8,2% da PEA (população economicamente ativa) em janeiro, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE. Regionalmente, as maiores taxas de desocupação no mês em questão foram observadas em Salvador (11,2%), São Paulo (9,4%) e Recife (8,6%).
Em relação ao mês imediatamente anterior, a taxa de desocupação total elevou-se 1,4 ponto percentual, após a queda de 0,8 p.p. em dezembro. Houve aumento da taxa de desocupação em todas as seis regiões pesquisadas: em São Paulo, a localidade com a maior variação, a taxa avançou 2,3 p.p.; em Salvador, 1,2 p.p.; em Belo Horizonte e Porto Alegre, 0,9 p.p.; em Recife, 0,8 p.p.; e no Rio de Janeiro, 0,4 p.p.. Na comparação janeiro de 2009 com o mesmo mês do ano anterior, o aumento de 0,2 p.p. na desocupação no total das regiões deveu-se aos resultados de São Paulo (+0,8 p.p.) e Rio de Janeiro (+0,2 p.p.), já que as demais localidades apresentaram recuo nesta comparação – os principais recuos vieram de Recife (–1,5 p.p.) e Porto Alegre (–0,6 p.p.).
Em relação à média acumulada nos últimos 12 meses, a taxa de desocupação total foi de 7,9%. No acumulado nos últimos 12 meses, comparados ao período imediatamente anterior, a taxa de desocupação declinou 1,3 p.p. Nessa mesma comparação, a região metropolitana de maior destaque foi Recife, cuja taxa apresentou queda de 2,8 p.p., seguida de perto por Salvador (–2,1 p.p.). Do lado oposto, a região do Rio de Janeiro foi a que apresentou a menor queda.
O total de pessoas desocupadas na pesquisa do IBGE foi de 1,890 milhão de pessoas em janeiro, o que representou um aumento, em relação a dezembro, de 20,6%, a maior variação positiva em toda a série histórica iniciada em março de 2002. Em termos regionais, as maiores elevações ocorreram em São Paulo (32,6%, com 928 mil desocupados) e Porto Alegre (17,8%, com 106 mil desocupados). Em comparação com janeiro do ano passado, o total de desocupados cresceu 4,7%, decorrente do acréscimo de desocupados nas regiões de São Paulo (12,6%) e Rio de Janeiro (4,6%). Do lado oposto, a região de Recife (–12,6%) apresentou o maior recuo nesta comparação.
O número total de ocupados, por sua vez, somou um contingente de 21,154 milhões de pessoas, registrando uma redução no confronto entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009 (queda de 1,6%), totalizando 353 mil trabalhadores a menos. Frente a janeiro de 2008, o total de ocupados aumentou 1,9%, reflexo da expansão em todas as localidades, com destaque para Recife (4,0%) e São Paulo (2,2%). Na passagem dezembro de 2008 e janeiro 2009, a PEA permaneceu praticamente constante, totalizando 23,044 milhões de pessoas (30 mil pessoas a menos que o mês anterior). Quando comparada a janeiro de 2008, a PEA apresentou acréscimo de 2,1%.
Serviços domésticos
Setorialmente, em relação ao mês anterior, apenas serviços domésticos apresentaram um maior número de ocupados (1,4% e 1,6 milhão de trabalhadores) no mês de janeiro. O maior recuo foi observado em construção, com queda de 4,8%, seguida de outras atividades (–2,7%), comércio (–2,5%) e outros serviços (–2,3%). No acumulado nos últimos 12 meses, frente ao mesmo período do ano passado, todos os setores, exceto serviços domésticos (–3,0%) e outras atividades (–8,5%) apresentaram variação positiva, com destaque para Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (5,1%), Intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados à empresa (4,6%) e Construção (4,5%).
O rendimento médio real total dos ocupados cresceu 2,2% na comparação com mês anterior, registrando valor de R$ 1.318,70 em janeiro. Das seis regiões pesquisas, três acusaram retração no rendimento médio: Salvador (–5,6%), Belo Horizonte (–5,3%) e Recife (–1,0%). As regiões metropolitanas que obtiveram acréscimo de rendimento médio real foram: São Paulo (5,5%), Porto Alegre (5,1%) e Rio de Janeiro (0,9%).






