Brasil unifica estudo para combater o câncer

Em: 8 de setembro de 2015
Representantes do governo, da academia e do setor privado anunciaram ontem a criação de uma Rede Brasileira de Pesquisa sobre o câncer, com participação de 15 instituições
Representantes do governo, da academia e do setor privado anunciaram ontem a criação de uma Rede Brasileira de Pesquisa sobre o câncer, com participação de 15 instituições

Representantes do governo, da academia e do setor privado anunciaram ontem a criação de uma Rede Brasileira de Pesquisa sobre o câncer, com participação de 15 instituições. As metas incluem o mapeamento de genes relacionados ao câncer de mama e a realização de testes clínicos com duas novas terapias, desenvolvidas por cientistas no Brasil e nos Estados Unidos.
“Além da pesquisa básica, vamos investir na pesquisa aplicada, voltada diretamente para o paciente”, disse o presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Marco Antonio Zago. A rede começou a ser montada no segundo semestre de 2008, com um edital de R$ 5,38 milhões dos MCT (Ministérios da Ciência e Tecnologia) e da Saúde (MS), que selecionou 19 projetos.
“Pela primeira vez, estamos colocando lado a lado pesquisadores que trabalham na bancada e que trabalham na beira do leito, com os pacientes”, disse o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do MS, Luiz Eugenio Portela. “A ideia é que os resultados da pesquisa básica sejam rapidamente testados na clínica e incorporados às políticas públicas de saúde.”
A lista de participantes da rede inclui o Instituto Butantã, que atuará como instituição-sede, o Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, a Fiocruz, o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica), a empresa Recepta Biopharma e várias universidades públicas.
O projeto-piloto de pesquisa básica já está em andamento no LNCC, em Petrópolis, onde cientistas estão utilizando uma nova máquina de última geração para sequenciar o genoma completo de um tumor de mama. A sequência final será comparada ao genoma de uma célula sadia da mesma paciente, para identificar alterações genéticas associadas à doença.
Os testes clínicos serão feitos com duas moléculas: um anticorpo, que marca células tumorais para serem destruídas pelo sistema imunológico do paciente, e uma vacina terapêutica, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater o câncer.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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