Brasil precisa avançar em energia eólica e nuclear

Em: 3 de abril de 2009
Para se manter à frente na corrida por energias sustentáveis, o Brasil precisa derrubar alguns mitos e fomentar as cadeias de produção de energia nuclear e eólica, além de investir na nova geração de biocombustíveis, como o etanol a celulose
Para se manter à frente na corrida por energias sustentáveis, o Brasil precisa derrubar alguns mitos e fomentar as cadeias de produção de energia nuclear e eólica, além de investir na nova geração de biocombustíveis, como o etanol a celulose

Para se manter à frente na corrida por energias sustentáveis, o Brasil precisa derrubar alguns mitos e fomentar as cadeias de produção de energia nuclear e eólica, além de investir na nova geração de biocombustíveis, como o etanol a celulose.
Essas são algumas das conclusões do estudo “Energy Shift” (“Virada Energética”, em tradução livre), da consultoria Booz & Company, que traçou um panorama do cenário de energia no mundo até 2030.
Em termos globais, é previsto um cenário em que os combustíveis fósseis –petróleo, carvão e gás natural– perdem espaço, mas não deixam de ser importantes.
Ao mesmo tempo, as pressões em relação à redução das emissões de gases de efeito estufa vão obrigar governos e empresas a combinar diferentes fontes de energia. As fontes alternativas, como energia eólica, fotovoltaica e geotérmica, ganham espaço, e também a geração nuclear cresce, por ser livre de emissões de CO2.
O estudo observa que o Brasil está bem posicionado em relação à sua matriz energética, com 46% de fontes renováveis. Mas diz ser preciso não se acomodar com as inovações que levaram o país a essa liderança, como hidrelétricas, carros flex e etanol.
“A virada energética no Brasil terá um ritmo diferente dos países desenvolvidos, pois fomos o primeiro país a concentrar esforços em desenvolver fontes renováveis”, explicou Arthur Ramos, sócio da Booz & Company no Brasil.
“Mas o Brasil tem de almejar estar na linha de frente do desenvolvimento de novas tecnologias em geração de energia. É hora de virar a página e investir em inovação”, disse. “Ainda haverá espaço para os fósseis, mas também para energia eólica, fotovoltaica e gás natural, que é um combustível fóssil, mas bem menos poluente.”

Futuro da energia

O estudo da Booz & Company tem como objetivo dar pistas sobre o futuro da energia, para que empresas de diferentes setores se preparem para as mudanças. “O conselho para o Brasil seria desenvolver as cadeias produtivas de energia eólica e nuclear”, ressaltou Ramos. Entre as fontes renováveis, a eólica é a que deve alcançar maior escala, apontou a pesquisa.
A CPFL Energia, que atua principalmente no Estado de São Paulo, vai investir R$ 320 milhões em pesquisa e inovação até 2013, e parte desses recursos deve contemplar a geração eólica. “Dentro de cinco a oito anos, teremos um boom de geração eólica”, disse Marcelo Corsini, gerente de inovação tecnológica da CPFL Energia.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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