Aumento nas vendas esbarra no cimento

Em: 27 de abril de 2009
Apesar da redução do preço em alguns itens da construção por conta da desoneração do IPI se constituir em promessa de melhora no movimento comercial varejista no país,os lojistas da praça de Manaus parecem não estar muito animados com o esforço do governo
Apesar da redução do preço em alguns itens da construção por conta da desoneração do IPI se constituir em promessa de melhora no movimento comercial varejista no país,os lojistas da praça de Manaus parecem não estar muito animados com o esforço do governo

Apesar da redução do preço em alguns itens da construção por conta da desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) se constituir em promessa de melhora no movimento comercial varejista no país, os lojistas da praça de Manaus parecem não estar muito animados com o esforço do governo no sentido de alavancar as vendas. Isso porque, para alguns proprietários, o cimento, considerado um dos produtos indispensáveis da cesta, permance com preço considerado alto, mesmo sendo conteplado na lista nos produtos contemplados com a baixa de preços.
É o caso de Egberto Portela, proprietário da Casa Jota Materiais de Construção, localizada no bairro Alvorada, zona centro-sul da cidade. Para o comerciante, mesmo estando presente entre os produtos desonerados ou até isentados da alíquota de IPI, o cimento vai continuar dificultando as vendas por ser considerado o “alicerce” dos produtos, isto é, o que provoca o adensamento da cadeia de vendas. “A empresa que produz cimento aqui não vai reduzir o preço, e o distribuidor de cimento venezuelano diz que não vai baixar, apenas se a fabricante local baixar o preço”, informou Portela. No estabelecimento, as sacas de cimento estão sendo vendidas a R$ 22,50.
Na opinião de Portela, pelo fator de haver apenas uma única fabricante de cimento na cidade, esta empresa acabar por regular o preço do produto, restando apenas aos demais comerciantes aceitar o valor sugerido “Os distribuidores venezuelanos disseram que não tem a obrigação de diminuir, pois eles apenas distribuem, não fabricam”, disse.
Em relação aos demais itens, ele afirmou que a redução já foi repassada para o consumidor final, com descontos superiores a 5%. Entre este itens, está o cabo 40mm, que antes da redução custava R$100 e hoje saem pelo valor de R$90, um desconto de 10%. Um dos itens que tem mostrado boa saída no comercio após o anúncio da redução do IPI são as tintas.
Entraves à parte, com a redução no imposto, a previsão do empresário é de que para 2009 haja um aumento em torno de 20% em relação ao ano passado. Segundo ele, o mercado agora passa por uma situação de baixa, pois a chegada do inverno amazônico diminuiu os gastos dos consumidores com materiais de construção. Porém, ele estima, que a partir meados de julho, a situação volte a melhorar.
Na São Carlos Materiais de Construção, na Cidade Nova, zona Norte, de acordo com um dos proprietários, Ana Paula Leão, os reajustes ainda não foram repassados aos clientes. De acordo com Ana Paula, isso se dá em razão das compras para a loja não serem feitas diretamente com os fabricantes e sim por meio de revendedores. “Os revendedores ainda não repassaram o desconto. Alguns clientes aqui já vieram perguntar, mas não temos como repassar”, afirmou.
A situação também se repete quando se trata do preço do cimento. Segundo ela, ainda não há a possibilidade de praticar um preço menor, pois o mesmo é adquirido no revendedor ao preço de R$ 22 e repassado aos consumidores na quantia de R$ 22,50.
De acordo com o presidente da Acomac-Manaus (Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Manaus), Ivan Benzecry, a redução não atinge em nada os lojistas de Manaus, pois já são beneficiados com isenção de IPI. “Isso é uma análise numérica, não se trata de opinião”, disse.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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