Um grupo de 25 usinas do Oeste de São Paulo e do Mato Grosso do Sul anunciou a criação a EBC (Brasil Etanol Business Center), com sede em Araçatuba, São Paulo.
A companhia pretende ser um novo canal de comercialização de etanol no país, além de ser uma agência de captação de negócios para a região apontada como o novo polo sucroalcooleiro do Centro-Sul.
“É basicamente uma empresa de prestação de serviços para as usinas. Além de operar como uma trading, a Brasil EBC irá mapear oportunidades no mercado e ajudar o sócio na tomada de decisões e evoluir, ao longo do tempo, na busca de soluções comuns para a região, como logística, por exemplo”, disse o coordenador da Brasil EBC, Fernando Perri.
Intermediação de negócios
Segundo ele, a intenção é que no curto prazo a Brasil EBC responda pela intermediação de negócios de uma oferta de cana correspondente a 10% do mercado do Centro-Sul do Brasil, ou cerca de 55 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas atualmente.
A Agência Estado apurou que o nascimento da Brasil EBC é uma resposta das companhias dessa nova região de expansão às usinas tradicionais do setor, que as acusam de serem responsáveis pelas constantes quedas nos preços do etanol no mercado interno por falta de coordenação na venda do combustível.
O próprio Perri admite que a origem da empresa “se dá por vários fatores, como a desorganização e forte expansão da produção destas duas regiões no que se refere à comercialização de etanol e os baixos preços no mercado interno, que há duas safras não remuneram sequer os custos de produção de forma satisfatória”, destaca a Agência.
“(A iniciativa) é união importante para o setor e para atender interesses das usinas e do mercado cada vez mais crescente de etanol”, destacou Pasqual Micali, representante das usinas do Oeste de São Paulo no grupo.
O diretor presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul (Biosul), Roberto Hollanda, também ressaltou que o nascimento da Brasil Etanol Business Center.
“Esta é uma tendência de mercado, com a união de produtores para comercialização, fator de estabilização de preços e da consolidação do etanol como commodity”, afirmou.







