Estudos de quase 20 anos de escavações, mapeamentos e pesquisas no Alto Xingu, Mato Grosso, realizados pelo americano Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, em Gainesville, foram apresentados aos 30 alunos do curso de Arqueologia da UEA (Universidade do Estado do Amazonas).
Os etudos foram apresentados durante palestra intitulada ‘Sociedade Complexas da Amazônia Coloquial’, realizada em Iranduba, município onde é oferecido o curso.
Heckenberger destacou a importância dos estudos para a compreensão da existência da própria humanidade e o papel da universidade para o desenvolvimento dessas pesquisas.
“É necessário que ocorram inúmeros trabalhos de arqueologia na Amazônia para compreendermos a humanidade. Essas ações que a UEA proporciona para os alunos do primeiro curso de arqueologia do Norte são de grande relevância”, disse.
Em sua apresentação, o arqueólogo explanou sobre o mapeamento realizado em Mato Grosso, o qual comprovou que as aldeias indígenas são equiparáveis às cidades medievais europeias.
“Não se pode ter a ideia de que os povos da Amazônia eram primitivos”, relatou o pesquisador, afirmando que geograficamente e matematicamente, tudo era bem calculado, dando sinais de evolução e organização.
Conforme a coordenadora do curso, Helena Lima, a palestra é parte integrante de várias atividades já programadas.
Ainda segundo a professora, as atividades práticas iniciaram com visitas a sítios arqueológicos em Iranduba, ao Museu e Laboratórios de Arqueologia, instalados no Palacete Provincial, ao Museu Amazônico e ao anexo do Laboratório de Arqueologia da USP (Universidade de São Paulo), estes dois localizados em Manaus.
“Já estão programadas as visitas para o Sítio Hatahara, em Iranduba, e as escavações no sítio-escola, que fica localizado no lago do Limão, também em Iranduba”, acrescentou.
“Ficamos impressionados com os relatos apresentados pelo professor Heckenberger e agora poderemos aplicá-los no Amazonas, principalmente aqui em Iranduba, uma vez que o município dispõe de mais de uma centena de sítios arqueológicos”, disse Jair Costa, aluno do curso de Arqueologia.
O curso de Arqueologia da UEA, o único da região Norte, faz parte do Programa de Interiorização do Ensino de Graduação e conta com a parceria da USP (Universidade de São Paulo).
Especialista fala sobre ocupação da Amazônia
Em: 19 de maio de 2009
Estudos de quase 20 anos de escavações, mapeamentos e pesquisas no Alto Xingu, Mato Grosso, realizados pelo americano Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, em Gainesville, foram apresentados aos 30 alunos do curso de Arqueologia da UEA
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

CNI avalia que Política Nacional de Minerais Críticos fortalece a indústria brasileira
17 de setembro de 2026

Grammy Latino 2026: Anitta, Marina Sena e Marisa Monte são indicadas
17 de setembro de 2026

Campanha de Lula aciona TSE e pede direito de resposta após propaganda eleitoral de Flávio
17 de setembro de 2026

Anúncio com a ressalva ‘só para rodar’ é sinal de documentação irregular
17 de setembro de 2026

Conselho sobre minerais críticos é detalhado com 18 competências e reforça teor geopolítico
17 de setembro de 2026

Brasil Soberano 3 começa a receber pedidos de empréstimos de empresas
17 de setembro de 2026

Produção agrícola brasileira superou R$ 927 bilhões em 2025
17 de setembro de 2026

Píer provisório do Chibatão segue para Itacoatiara e reforça logística durante vazante
17 de setembro de 2026