Torres pesquisam mudanças climáticas

Em: 10 de junho de 2009
O Projeto do MCT (Ministério de Ci­ência e Tecno­logia) juntamente com o Ministério de Educação e Pesquisa da Alemanha, executado pelo Inpa (Instituto de Proteção da Amazônia), visa à instalação de cinco torres de ­monitoramento e pesquisa
O Projeto do MCT (Ministério de Ci­ência e Tecno­logia) juntamente com o Ministério de Educação e Pesquisa da Alemanha, executado pelo Inpa (Instituto de Proteção da Amazônia), visa à instalação de cinco torres de ­monitoramento e pesquisa

O Projeto do MCT (Ministério de Ci­ência e Tecno­logia) juntamente com o Ministério de Educação e Pesquisa da Alemanha, executado pelo Inpa (Instituto de Proteção da Amazônia), visa à instalação de cinco torres de ­monitoramento e pesquisa, para cooperação técnica e desenvolvimento de estudos sobre o clima, atmosfera e serviços ambientais.
O projeto denominado Observatório Amazônico de Torre Alta está orçado em 8 bilhões de euros, sendo o único conjunto de torres de pesquisa desse porte no mundo.
O objetivo principal das torres será, além de testar experimentos, captar informações sobre as condições climáticas, os níveis de pureza da atmosfera, o grau de participação do Amazonas nos processos de estabilidade ecológica do planeta e a importância da floresta amazônica para a manutenção do clima.
Acordo entre o MCT com o ministério da Alemanha estabelece o Inpa e o germânico Instituto Max Planck, como coordenadores do projeto. O responsável alemão é o pesquisador Juergen Kesslmeier.
O Brasil ainda não elegeu um representante único, por enquanto, a responsabilidade está a nível institucional do MCT por meio do Inpa e Sect/AM (Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Amazonas).
O projeto Observatório Amazônico de Torre Alta estará funcionando em 2010, ainda sem mês definido.
De acordo com o secretário em exercício da Sect/AM, o físico Marcílio de Freitas, as conversas sobre a implantação do projeto começaram há quatro anos e todo o recurso está garantido.
Freitas disse que os valores foram divididos igualmente entre os dois países. “O custo das instalações estão seguros pelos dois países, com 50% para cada.
O Instituto Max Planck, junto com os dois ministérios irá gerenciar as torres com a Sect/AM e Inpa, mas a liderança do programa será totalmente brasileira”, informou.
A primeira reunião oficial ocorreu em novembro de 2008, com representantes da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), Sect/AM e Inpa. Os pesquisadores do MCT e da Alemanha também estiveram presentes, onde foram acordadas as temáticas científicas que seriam os objetos do projeto de implantação das torres de pesquisa.
No próximo dia 23, será reunida novamente a equipe para definir o local da fixação das torres e realizar os estudos sobre o solo. “O mais provável é que seja escolhida ou criada uma área de proteção ambiental na cidade de Presidente Figueiredo, para instalar as torres”, completou o secretário em exercício da Sect/AM.

Projeto vai ter estrutura específica para estudos

Serão quatro unidades com 80 metros de altura e uma com 330 metros. Os técnicos responsáveis pela confecção das torres instalarão equipamentos por toda a extensão das unidades. Estes equipamentos terão a capacidade de quantificar e classificar o papel do Estado na diminuição do efeito estufa, na preservação da camada de ozônio e na disponibilidade dos serviços ambientais, além dos itens citados anteriormente.
A Sect/AM defende que com as torres funcionando, o Amazonas será o maior centro de estudos integrados da natureza, colocando-se na dianteira sobre as pesquisas nas áreas de ciências da atmosfera, química e física.
Para o coordenador do projeto e gerente-executivo do LBA (Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia) do Inpa, Antônio Ocimar Manzi, “a instalação das torres de observação será de grande importância porque através delas, o Amazonas poderá estabelecer ­pesquisas específicas ­sobre o clima, por exemplo, o que ajudará na preservação e desenvolvimento da região amazônica”.
Manzi também disse que através das pesquisas a serem desenvolvidas no Observatório Amazônico de Torre Alta, o Estado “formará mão-de-obra qualificada para estudar os problemas locais e apresentar soluções viáveis e adequadas à nossa realidade”.

Serviços ambientais

Os ecossistemas (florestas, cerrados, manguezais, entre outros) oferecem uma variedade de produtos e serviços. Os produtos ambientais são disponibilizados pelos ecossistemas utilizados pelo ser humano para seu consumo, ou para serem comercializados (madeira, frutos, peles, carne, sementes, medicinas, entre outros).
Dentro dos ecossistemas, as florestas nativas da Amazônia oferecem serviços fundamentais para o planeta, como a participação na regulação do clima e a conservação da biodiversidade.
Portanto é importante que os pesquisadores encontrem formas de proteção, manejo e uso das florestas nativas que assegurem geração de renda, aprimoramento da qualidade de vida e a manutenção dos serviços ambientais.
No Brasil existe o imposto ecológico, trata-se do ICMS Ecológico (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O imposto foi criado pioneiramente no Paraná, e utiliza os critérios ambientais para o repasse de recursos financeiros do ICMS a que os municípios têm direito constitucionalmente.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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