Vereador Amom Mandel acusa Rodrigo Guedes de usar Cotão para propagar fake news

Em: 1 de novembro de 2022

A nanica oposição incendiou a sessão plenária da CMM (Câmara Municipal de Manaus) nessa segunda-feira (31). Desta vez, a ofensiva partiu do fogo amigo. Antes grandes aliados, os vereadores Amom Mandel (Cidadania), recordista de votos na eleição para deputado federal este ano no Amazonas, e Rodrigo Guedes (Republicanos) entraram em rota de colisão.

O problema se acirrou quando Mandel acusou Guedes de usar a verba de gabinete para custear um suposto esquema de veiculação de fake news em Manaus.  Segundo ele, o colega estaria pagando empresas com o Cotão para propagar notícias falsas e de outros parlamentares que participaram do pleito de 2022.

Mandel disse que Guedes contratou a empresa ‘ON Manaus’ para serviços de mídia em seu gabinete. O dossiê levantado pela campanha do Cidadania junto à Justiça Federal identificou duas empresas que atuam com disparos de fake news contra vereadores, inclusive aliados de Guedes, disse ele.

A  ‘ON’ funciona no bairro D.  Pedro, zona centro-oeste da cidade, onde uma rede social estaria sendo usada para propagar o chamado ‘gabinete do ódio’, informou o vereador.  Da tribuna, ele falou dos detalhes do esquema.

“Entramos na Justiça Eleitoral para ver quem era a ON de Manaus e descobrimos que ela tem endereço no bairro Dom Pedro”, disse o vereador e deputado federal eleito.

Jean Alexandre Francine, assessor de Rodrigo Guedes, integra um perfil do MBL (Movimento Brasil Livre), também criado para atacar vereadores de Manaus e poupando somente o vereador do Republicanos, denunciou Amom.

“Eu sempre trago provas e evidências, ao contrário de quem me acusa. Você me acusou de crimes de extorsão, de tráfico de influência e terá de provar no conselho de ética. Eu não devo, nem temo, quero acreditar que você não tenha nenhum envolvimento com essas empresas, é lamentável ouvir tudo isso”, acrescentou o deputado federal eleito.

O vereador anunciou que vai ingressar com um pedido de investigação no Conselho de Ética da CMM. E que o objetivo é apurar se a verba de gabinete é utilizada para redes de ódio na internet.

Contraofensiva

Rodrigo Guedes não conseguiu disfarçar a surpresa ao ser atacado pelo colega Amom Mandel, na sessão de ontem da CMM. Aliás, os dois foram protagonistas em ações judiciais questionando o aumento do Cotão, que passou de R$ 18 mil para R$ 33 mil a partir de janeiro deste ano. Mas uma liminar favorável restabeleceu o novo valor.

Os dois parlamentares também ficaram sob os holofotes na ofensiva contra o projeto da Câmara Municipal ´para construção do anexo e que acabou não sendo viabilizado por fomentar muitas discussões no legislativo, impactando negativamente na opinião da população manauara.

Ele defendeu o seu assessor Jean Alexandre. “Ele não merece isso. É um rapaz bom”, contestou. Atordoado, Rodrigo Guedes ensaiou responder aos ataques com alguma denúncia contra Amom, mas ponderou. “Estou em dúvida se devo falar….Estão me orientando aqui a não falar”, disse.

Porém, posteriormente decidiu por uma contraofensiva às denúncias do colega. Segundo ele, Amom Mandel tentou chantageá-lo com uma lista de processos do TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Hoje, a sessão plenária da CMM deve avaliar as denúncias de Amom Mandel contra Rodrigo Guedes. A estimativa é que a sessão plenária desta terça–feira (01) dedicará a maior parte do tempo das discussões à treta envolvendo os antigos aliados.

Por Marcelo Peres

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Marcelo Peres

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