Shoppings sinalizam contratações de temporários no País 

Em: 5 de novembro de 2022

 

As ofertas de vagas temporárias para suprir a demanda de fim do ano já deu a largada em vários shoppings do país. A expectativa é que a modalidade amplie o número de vagas em vários segmentos, principalmente nas lojas âncoras. Dados da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping, revelam que as datas sazonais como Copa do Mundo, Black Friday e Natal devem absorver esse tipo de mão de obra  gerando pelo menos 90 mil oportunidades.

O número é superior ao do ano passado, quando 80 mil vagas foram abertas no último trimestre do ano. “Os empresários já começam a contratar, portanto, essa será uma ótima oportunidade para os cidadãos que estão buscando uma oportunidade. E ainda vale lembrar que a taxa de efetivação dos temporários após o Natal deve ser representativa”, comenta Luis Augusto Ildefonso diretor institucional da Alshop.

Em sintonia, Glauco Humai, presidente da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) acredita que o otimismo do setor se confirmará tanto na geração de novos empregos, quanto nos resultados das principais datas comerciais do restante do ano. “O desempenho positivo dos shoppings é reflexo do crescente aumento de público, da boa oferta de produtos, além da comodidade e segurança que os empreendimentos oferecem aos consumidores. Outro fator interessante são as campanhas de marketing desta época do ano, que impactam positivamente as vendas no período. Além disso, por serem mais do que centros de compras, os shoppings ainda agregam outras opções de lazer e conveniência atraindo, assim, um público cada vez mais plural e gerando novas oportunidades de negócios aos investidores”, finaliza o executivo.

O mês de outubro marca o início da contratação de temporários para o quarto trimestre, que tende a ser o mais movimentado do ano em função do mês que celebra o Dia das Crianças. Conforme Glauco Humai, chegou novembro e com ele   eventos como Black Friday, Natal e, neste ano, Copa do Mundo. A previsão é que as datas comemorativas, devem ser responsáveis pelo aumento de 11% no seu quadro de funcionários com a contratação de 112 mil trabalhadores temporários, um incremento de 14% sobre o mesmo período de 2021.

Kenjiró Higashi, empresário do segmento de vestuário masculino num shopping da capital diz estar bastante otimista e pretende abrir vagas temporárias a partir da segunda quinzena de novembro. A loja sempre oferta esse tipo de vaga durante o período. “Este ano, a gente prevê um movimento de 10% puxadas pelas datas que representam grande apelo para o comércio. O nosso otimismo é bem maior, pois desde o ano passado o mercado tem mostrado um crescimento o que para gente representa  confiança”, disse. 

Na loja da empresária Mercedes Martine, a contratação para temporários iniciou em outubro, porém a oferta de vagas é mais forte em novembro,  próximo do Natal e por conta do Black Friday também, informou ela. 

O diretor institucional da Alshop, ressaltou que ainda existem lojistas que não vão contratar por não acreditar em um aumento significativo da demanda; por não ter verba suficiente para contratações e também por considerar os encargos trabalhistas muito altos.

Sobre as oportunidades

A abertura de vagas temporárias para vendedores, ajudantes e balconistas são as mais requisitadas, e de acordo com o levantamento mais da metade das empresas preferem contratar jovens de 18 a 34 anos. Já o salário médio inicial está em torno de R$1.600 e a jornada de trabalho será entre 6 horas e 8 horas diárias. O setor de vestuário, calçados e supermercados serão os que mais vão contratar.

Outras projeções

De acordo com um levantamento realizado pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), em parceria com o Sebrae, aproximadamente 95 mil vagas devem ser abertas no país até dezembro, porém em quantitativo reduzido se comparado a 2021 e 2019. Segundo o estudo, são 11 mil vagas a menos em relação ao ano passado. A projeção veio abaixo do que se esperava para o último trimestre do ano passado -105.723 vagas é menor também que o de 2019 -103.211 vagas.

Apesar da redução no número de vagas que devem ser criadas, a pesquisa da CNDL aponta que 87% dos empresários não fizeram demissões nos últimos 3 meses, percentual que é 10 pontos percentuais maior em relação a 2021. De acordo com o levantamento, 69% dos entrevistados afirmam que pretendem manter o número de funcionários para o 2º semestre, enquanto 16% pretendem aumentar o quadro de colaboradores. 26% dos empresários afirmam que já contrataram ou pretendem contratar funcionários para o final de ano.

“A diminuição do número de vagas que serão abertas mostra um cenário de cautela e incertezas por parte dos empresários, o que pode estar ligado ao momento do país, com cenário eleitoral, inflação alta e elevação da taxa de juros. Ao mesmo tempo, vemos o crescimento do PIB e que as empresas estão demitindo menos, o que traz alívio para os funcionários e aponta uma maior estabilidade do desemprego no país”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Por Andreia Leite

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Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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