Implantação de radares eletrônicos em espera

Em: 20 de janeiro de 2023

Ainda não há prazo definido para que os radares de velocidade voltem a operar  nas ruas de Manaus. No entanto, um termo de referência para a implantação do sistema está tramitando na CML (Comissão Municipal de Licitações) para análise jurídica e técnica.  

De acordo com Paulo Henrique Martins, diretor-presidente do Immu (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana), há um estudo finalizado que será apresentado junto com o programa de segurança viária ao prefeito de Manaus para identificar os pontos onde os aparelhos poderão ser implementados no controle de velocidade, além do controle de circulação de caminhões com  um trabalho mais efetivo e o controle do consumo de álcool ao volante é um dos trabalhos que devem ser realizados ainda este ano.

Dentro desse cronograma estabelecido e das ações previstas que envolvem educação há um programa voltado para as escolas que deverá ser realizado junto com a Semed (Secretaria Municipal de Educação) a partir de fevereiro. “Sendo assim, a ideia é que o Instituto possa vir implementando uma forma que envolva educação, conscientização e por fim o controle das velocidades através do equipamento”, disse. 

Martins entende que não basta apenas ter o retorno das operações dos radares de fiscalização eletrônica de velocidade, há  necessidade de se instalar equipamentos para controle de velocidade e de circulação bem como o videomonitoramento para alguns lugares da cidade. “Não é apenas uma questão de se colocar radar e sim de conseguirmos equipar a cidade controlar por exemplo avanço de sinal, parada sobre faixa, áreas de estacionamento proibido que trazem estrangulamento no trânsito e o controle da  velocidade que precisa ser associado a outros fatores como o controle do uso de bebidas alcoólicas”, ressaltou. 

Ainda conforme o titular da pasta, são 11 vias consideradas principais onde ocorrem mais acidentes. A Torquato Tapajós, Cosme Ferreira, a Efigênio Salles, Avenida Coronel Teixeira, na Ponta Negra, assim como a Avenida do Turismo, são algumas dessas vias onde mais tem registros de acidentes. Há também alguns locais onde o excesso de velocidade é muito grande, como a Avenida das Torres/Flores. “Não pode ser uma medida generalizada e sim uma medida específica para que a gente controle os acidentes de trânsito e  possa respeitar a vida das pessoas”, afirmou Martins. 

Mês passado, o diretor de engenharia do IMMU, Uarodi Guedes, informou sobre a previsão do retorno das operações do sistema de fiscalização eletrônica.

“A gente acredita que até janeiro de 2023 deve ser publicado o edital de licitação para que a gente possa implementar a fiscalização eletrônica e o controle de velocidade na capital”, disse.

Demanda urgente

A capital amazonense está sem radares de velocidade há seis anos, quando a Prefeitura anunciou, em 2015, a quebra de contrato com a empresa responsável pelo serviço.

Segundo o especialista Haniery Mendonça, a capital passou muito tempo sem ter a fiscalização eletrônica de velocidade, o conhecido radar. E a população precisa entender sobre a importância de respeitar o limite de velocidade estabelecida pelas sinalizações e infelizmente isso não acontece. “São muitas ocorrências. O número de acidentes  vem aumentando mês a mês e nós precisamos mudar isso de alguma forma. Infelizmente a forma que encontraram de pelo menos controlar em alguns pontos da cidade é através do radar de fiscalização. Com certeza o órgão competente fará uma comunicação através dos meios informando isso porque não poderão instalar a sinalização de uma hora para outra e começar a cobrar tem que informar a população”, avalia.  

Acidentes de trânsito

Segundo dados do IMMU, Manaus registrou 92 acidentes de trânsito de 1º a 16 de janeiro deste ano. Isso representa uma média de quase seis acidentes por dia. O aumento em relação ao ano passado é de 3%. Isso porque no mesmo período de 2022, a capital teve 89 registros de sinistros nas vias da capital.

Neste ano, já foram registrados 54 acidentes com danos materiais, 37 com vítimas lesionadas e um acidente com morte no período. 

Por dentro

Quando o sistema era ativo no Amazonas, o Estado contava com 36 radares espalhados em todas as zonas e com a defasagem, alguns controladores e redutores de velocidade foram remanejados. Atualmente, agentes e câmeras de monitoramento são utilizados.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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