Ter um veículo pode estar nos planos de muita gente. Mas, é importante lembrar que a aquisição envolve uma série de gastos que podem ser um grande desafio ainda mais em período de recessão econômica e crise financeira. É necessário saber se vale a pena apertar o orçamento para investir no bem. A Serasa, em parceria com a empresa Opinion Box, revelou por meio da pesquisa ‘A Relação do Brasileiro com o Automóvel’, que motoristas na região Norte, fazem a conta na ponta do lápis para manter o carro entre os gastos adicionais.
Ao avaliar os números da região Norte, Felipe Schepers, COO da Opinion Box, a organização financeira ainda aparece como uma questão de conflito para os motoristas do Norte: 34% consideram complexo fazer os cálculos para manter um veículo e 33% admitem gastar mais que o planejado. “Inclusive, 19% dos entrevistados da região Norte ainda não se planejaram para pagar o IPVA 2023: mesmo sendo uma despesa recorrente e sempre na mesma época do ano, o valor ainda pega os motoristas de surpresa”.
Em relação aos gastos e impactos no orçamento, a pesquisa aponta que 44% dos proprietários, na região Norte, projetam a venda do veículo nos próximos 12 meses. “Mesmo assim, apesar do custo, o carro ainda é um item necessário para a maioria dos brasileiros, tanto que olhando para os dados nacionais, 98% dos entrevistados utilizam o carro diariamente”, afirmou.
Ainda, em busca de saídas para amenizar impactos no orçamento, 31% dos motoristas na região passaram a usar o veículo como forma de rendimento e ferramenta de trabalho, apostando em serviços de transporte via aplicativo, de entregas ou novas atividades
Segundo a Serasa, cerca de 2.067 pessoas participaram da pesquisa realizada entre os dias 12 e 18 de dezembro de 2022 o levantamento avaliou os impactos dos veículos no bolso do motorista e da família, além de tentar decifrar as tendências de mercado e as relações comportamentais que envolvem o brasileiro e o carro. As principais constatações da pesquisa.
Outros números
Em 63% dos lares, os custos com os veículos é a segunda maior despesa do orçamento, atrás de alimentação (72%) e à frente de despesas com contas básicas (57%).
A maioria utiliza o carro para passeios em fins de semana, compras e tarefas, diárias, locomoção para trabalho ou local de estudo.
Ao menos 40% consideram complexo fazer os cálculos para manter um veículo e 32% admitem gastar mais que o planejado.
Entre os motivos para o incremento dos valores, considerando o momento de pandemia e os cenários enfrentados, encontra-se o aumento dos gastos com combustíveis, relatado por 48% dos entrevistados. Em contrapartida, para quem diminuiu o uso em relação ao período pré-pandêmico, os novos formatos de trabalho implementados, como o home office (26%) e o modelo híbrido (22%), aparecem como os principais fatores.
Em busca de saídas para amenizar impactos no orçamento, pelo menos 1 em cada 10 proprietários projeta se desfazer do veículo nos próximos 12 meses, abrindo mão do carro ainda em 2023.
E 23% dos motoristas passaram a usar o veículo depois da pandemia, como forma de rendimento e ferramenta de trabalho, apostando em serviços de transporte via aplicativo, de entregas ou novas atividades.
IPVA
A partir da Carteira Digital Serasa, em parceria com a Zapay, o consumidor pode pagar o IPVA com mais segurança, além de encontrar condições especiais. Caso prefira quitar à vista, é possível contar com o desconto da cota Única e, apenas pela plataforma da Serasa, é possível garantir esse desconto e parcelar em até 12 vezes, aliviando o orçamento.
Cobrado anualmente, o IPVA corresponde ao valor que deve ser pago por todos os proprietários de veículos, como carros, motos, ônibus, caminhões e outros. O cálculo depende do modelo e do ano de fabricação do veículo, variando de acordo com o Estado em que o bem está registrado e com a Tabela FIPE. “Mesmo sendo uma despesa recorrente e sempre na mesma época do ano, o valor ainda pega os motoristas de surpresa”, observa Laís Gabriel, especialista da Serasa. “Nesse cenário, o planejamento financeiro é imprescindível para conseguir estimar os gastos e, quem sabe, investir no pagamento à vista no ano seguinte”, complementa Laís.







