Jaraqui com Economia: Dinheiro traz felicidade sim

Em: 17 de maio de 2023
No Jaraqui com Economia: “o empreendedor precisa estar visceralmente conectado com seu negócio”

Economista diz que há correlação entre o dinheiro e a felicidade. Quanto mais as pessoas ganham dinheiro, mais alto o nível de bem estar

Por Lílian D’Araujo

@lydcorr

Felicidade é a alma do negócio, da empresa, da família, do trabalho e da economia de um País. Até um certo ponto, a correlação entre as finanças e o nível de felicidade das pessoas está totalmente em sintonia, é o que defende o economista e CEO do Parque de Ideias, Durval Braga Neto, que foi o convidado do último episódio do Programa Jaraqui com Economia, apresentado pelo cast de comentaristas e apresentadores mais estelar da economia amazonense, Jefferson Praia Bezerra, Michele Lins Aracaty e Silva e Mourão Junior. 

Durval é um defensor da tese: “felicidade é alma do negócio” e ele conta que desde que começou a estudar economia, teve a sensação de que talvez faltasse o ser humano no centro do processo, muito embora já se falasse muito sobre o bem estar e a importância do trabalho. “Intuitivamente sempre achei que faltasse alguma coisa nesse meio que eu estudava da economia e, então, me deparei com uma pesquisa feita pelo psicólogo norte-americano Martin Seligman, que em meados do ano de 1995 fez uma correlação entre a Economia e a felicidade”, explicou, referindo-se ao artigo que depois virou um braço da psicologia, que é a psicologia positiva.

Sabe aquela perguntinha que divide a população mundial: “dinheiro traz felicidade?”, a resposta é sim! Durval comenta que há relação entre dinheiro e bem estar. “Existe, sim, uma correlação entre o nível de felicidade, o que no economês chamamos de bem estar subjetivo, e a renda das pessoas. Ou seja, se eu não ganho nada e passo a ganhar alguma coisa, meu nível aumenta um pouco e assim sucessivamente até alcançarmos um teto”, disse, lembrando que em termos de economia geral de um país, esse teto se dá porque nem sempre um nível de riqueza da nação, ou seja o PIB, representa o nível de felicidade que sua população tem. “Na Rússia, por exemplo, a intensificação da compra de armamento e produtos bélicos fez crescer o PIB do País, mas por estarem em guerra, a população não tem um índice de felicidade alto”, comparou.

Partindo desse princípio, Durval passou a trabalhar esses conceitos em um recorte mais micro: as empresas e o ambiente corporativo, onde detectou que havia uma fração muito grande de profissionais desengajados. “No geral, as pessoas não estão engajadas nas suas empresas. Essa curva melhorou um pouco nos últimos anos, mas agora já está caindo de novo, ou seja, as pessoas estão se desengajando novamente  e ainda tem aquela figura que é o engajado ativo, que procura desengajar os colegas também”, revelou, ressaltando que essa é a base do trabalho que ele faz nas empresas, sempre em busca do que pode ser um potencial para melhorar a vida do trabalhador. 

Para o economista convidado, o segredo está no uso das habilidades. “Segundo as pesquisas, a maioria das pessoas que não se sentem engajadas em seus trabalhos dizem não estar atuando dentro de suas habilidades. Essa é a questão. Não estão felizes por não estarem fazendo o que sabem”, revelou.

É a tal da busca pela felicidade que norteia tudo o que nós fazemos. Inclusive, na hora de empreender. “O brasileiro tem uma vocação para empreender, nem que seja por necessidade. Mas é aí que muitas vezes há erros”, alerta o economista. Ele lembra do boom de negócios envolvendo as paletas mexicanas e, até mesmo os restaurantes japoneses em Manaus. “O empreendedorismo precisa ser também uma forma de expressão de como você enxerga o mundo e como você pode contribuir. Precisa ser algo com o que você esteja conectado visceralmente, ou aqueles pequenos probleminhas acabam se tornando gigantes e atrapalham sua trajetória e a pessoa desiste. Os perrengues de empreender no Brasil são muito grandes”, lembrou.

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Durval: No geral, as pessoas não estão engajadas nas suas empresas

A felicidade é tão importante, que a psicologia, que estuda as mazelas da mente, o nosso lado mais interior e introspectivo, criou um braço de estudo e pesquisa científica para estudar esse fenômeno que é ser feliz. Outras profissões estudam e trabalham para entender e ajudar-nos a chegar à felicidade. Mas, a economia veio e simplificou tudo: podemos ter o maior PIB do mundo, mas sua população será feliz quando for bem remunerada, trabalhar no que gosta e usar suas habilidades reais para ganhar dinheiro. Pelo visto, a sabedoria popular está certa mais uma vez quando diz: “trabalhe com o que gosta e você nunca trabalhará na vida”.

A entrevista completa, você encontra no portal www.jcam.com.br.

Sobre o programa

O programa/mesacast Jaraqui com Economia, há 6 anos no ar, é um projeto de extensão das atividades da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), com parceria do Jornal do Commercio e UniNilton Lins, falando de economia, com possibilidade da participação de estudantes da instituição acadêmica e contribuição para o desenvolvimento regional.

A gravação e transmissão é realizada pelo site www.jcam.com.br e pelas redes sociais do Jornal do Commercio (@jcommercio). Vai ao ar às quartas-feiras com apresentação e produção dos docentes e economistas Mourão Júnior, Jefferson Praia e Michele Aracaty. 

Lílian Araújo

É Jornalista, Artista, Gestora de TI, colunista do JC e editora do Jornal do Commercio
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