Navegistic: network que gera negócio

Em: 18 de maio de 2023

A 1ª Edição da Feira Navegistic de Manaus já é um sucesso, segundo os organizadores. Realizada no Centro de Convenções do Studio 5, no Japiim, zona sul da cidade, o evento internacional espera encerrar, hoje, a exposição superando metas, inclusive as estimativas de rodada de negócios que devem superar os US$ 30 milhões em apenas três dias de operações (de 16 a 18 de maio).

Segundo Lucas Varela, diretor da Navegistic, o feedback do mercado local ultrapassou as previsões do mega congresso que surgiu no Paraguai, transformando a capital amazonense em uma autêntica vitrine de produtos sofisticados para onde convergem grandes empresas nacionais e do exterior, a classe empresarial e política, reunindo ainda expertises de renome mundial.

“O balanço é extraordinário. As pessoas ficaram maravilhadas com o evento e nos parabenizaram, deixando contente toda a organização”, ressaltou Varela. O diretor disse que o principal objetivo da feira é conectar empresas, divulgando tecnologias que podem facilitar atividades do setor naval, com maior custo-benefício.  “É a nossa missão, de promover o fechamento de negócios para alavancar o desenvolvimento e mais progressos aos conglomerados empresariais”, acrescentou.

Ao todo, 45 expositores estão na feira, entre empresas privadas e órgãos públicos. O governo estadual é um dos apoiadores do evento por meio da Arserpam e da Universidade do Estado do Amazonas. Entre os patrocinadores, estão o Estaleiro Rio Maguari, Estaleiro & Navegação Juruá, Rezende Caminhões e Ônibus, WECON Consultores e Rcom Digital.

Tanto entusiasmo com o resultado positivo da primeira edição já levou a Navegistic a planejar um segundo momento para a feira, que deverá acontecer de 6  a 8 de maio do próximo ano em Manaus. “O novo evento já tem data marcada para acontecer”, afirmou Varela. “Novas parcerias confirmaram interesse”.

Nascida há dez anos no Paraguai com uma tese de MBA, a Feira Navegistic não é só exposição. Abre também possibilidades para a transferência de tecnologias com uma maior aproximação das empresas locais com outras nacionais e do exterior, como destaca o italiano Antonio Salvador, CEO da empresa Marine Office, conhecida pelo segmento naval por fornecer equipamentos e insumos para o mercado local pelo menos há dez anos.

“A feira congrega clientes e fornecedores, fazendo com que aconteça a troca de know how tecnológico. Portanto, contribui para uma possível nivelação da inovação tecnológica utilizada pelos países mais avançados”, avalia Antonio Salvador.

Ele disse que a Marine Office tem, hoje, melhores condições para dar sustentabilidade a um setor que promete alavancar a economia regional. “Em dez anos, constatamos que as operações evoluíram bastante. E, agora, viemos prestigiar em Manaus a Navegistic, é uma feira que abre o mercado para a introdução de novas empresas, oferecendo novos recursos tecnológicos, tal como acontece atualmente no Paraguai”, disse ele.

Experiente no mercado, Salvador dá, ainda, uma dica para maior competitividade de empresas. “Para concorrer com tecnologias de fora, o pulo do gato é a inovação, com menos consumo de combustíveis, e desenvolvimento de melhores embarcações”, afirma.

Intercâmbio

Hoje, o Paraguai, cujo rio corta cinco países da América do Sul, tem a terceira maior frota mundial de barcaças e empurradores. Com uma bacia hidrográfica gigantesca, o Amazonas é muito estratégico para agregar mais desenvolvimento na navegação fluvial e marítima na região.

Diretora administrativa do Estaleiro Juruá, Déborah Camely vê a Feira Navegistic como bastante oportuna para o empresariado local.  “Temos uma ótima impressão. Eventos desse tipo são extremamente importantes para a economia amazonense. Nosso setor tem amplas potencialidades, mas ainda é muito carente. Um possível maior intercâmbio com empresas de fora abre grandes perspectivas de negócios e captação de novas tecnologias”, disse ela.

Com mais de 20 anos no mercado, o Estaleiro Juruá é especialista na construção de artefatos para a  construção naval, segundo Débora. “Estamos buscando criar um ecossistema de negócios conversando com novos fornecedores parceiros”, informou. “É através de uma necessidade que surgem os produtos. É isso que nos motiva a vir à feira que já é um grande sucesso em Manaus com tanta movimentação de pessoas”, destacou,

Andre Gibson, diretor da Lantincomp, compartilha da mesma visão. Para ele, a feira traz para Manaus o aprendizado e a experiência que são um sucesso no Paraguai, onde nasceu o evento internacional.

“Hoje, a demanda local por fornecedores de produtos de qualidade cresceu muito na indústria naval. Aqui, é um encontro de grandes empresas, conglomerados e expertises que trazem as últimas novidades do setor para melhorar as atividades, com maior custo-benefício para empresários e também para a população que tramita  no setor”, afirma.

Segundo Andre, os industriais estão demandando mais recursos, exigindo que os produtos de novas tecnologias ofereçam maior contrapartida. “A qualidade dos serviços avança bastante. O mercado operacional exige mais a cada dia. E a Navegistic abre portas para novas oportunidades de negócios e transferência de tecnologias”, disse.

Também diretor da Feira Navegistic, David Semeghini ressaltou que a feira está sendo um sucesso. Foram mais de mil pessoas na abertura, ultrapassando essa marca no segundo dia do evento no Studio 5, segundo ele. Durante os três dias, são realizados paralelamente cursos de capacitação e conferências de expertises nacionais e  do exterior.

“O seminário da Ocimf, empresa inglesa que participa da feira, lotou em poucas horas. O público convergiu diretamente para conhecer a evolução de um setor que  movimenta hoje bilhões de dólares e euros no mercado mundial”, disse.

Segundo Semeghini, as palestras e cursos se estenderão nesse último dia de exposição do evento internacional, no Studio 5. “Estamos  muito gratos com a participação maciça do público, algo que nos motiva a realizar novos eventos a partir do próximo ano”, disse.

Marcelo Peres

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