Dólar fecha com nova queda e é vendido cotado a R$ 1,83

Em: 4 de agosto de 2009
O dólar comercial encerrou o dia com uma nova queda, a terceira seguida, e tem a menor cotação desde o final de setembro do ano passado, fruto do bom humor nos mercados globais
O dólar comercial encerrou o dia com uma nova queda, a terceira seguida, e tem a menor cotação desde o final de setembro do ano passado, fruto do bom humor nos mercados globais

O dólar comercial encerrou o dia com uma nova queda, a terceira seguida, e tem a menor cotação desde o final de setembro do ano passado, fruto do bom humor nos mercados globais. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) se aproveita deste otimismo e opera com forte alta.
A moeda americana fechou vendida a R$ 1,835, com recuo de 1,6%. Nem mesmo a atuação do Banco Central no mercado mexeu com a cotação.
A autoridade monetária realizou um leilão de compra por volta das 15h, e adquiriu a moeda com taxa de corte de R$ 1,8314.
Os investidores em todo o mundo vão às compras depois que Estados Unidos e China trouxeram dados macroeconômicos positivos ontem. Em Wall Street, o índice Dow Jones sobe 1,18%, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha 1,26%.
No país asiático, o índice de atividade industrial apresentou alta em julho. Já nos EUA, os gastos na construção cresceram 0,3% no mês passado, enquanto analistas esperavam queda de 0,5%, e o índice de atividade industrial apresentou melhora ante junho.
Os ganhos são sustentados principalmente pelo bom desempenho das principais ações negociadas na Bolsa, as preferenciais da Petrobras e as preferenciais classe A da mineradora Vale. A primeira avança 3,05%, enquanto que a segunda tem ganho de 2,22%. Elas são beneficiadas pelo avanço do preço das commodities.
O índice CRB, uma cesta de preços de matérias-primas, avança 3,42%. Já o preço do petróleo em Nova York tem alta de 2,96%, ultrapassando a barreira dos R$ 70 por barril.
Por aqui, os investidores também observam os dados da produção industrial -que, segundo o IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística), subiu 0,2% entre os mesese de maio e junho, mas apresentou no primeiro semestre o pior desempenho desde o início da série histórica iniciada em 1975, com queda de 13,4%.
Mais cedo, o Banco Central divulgou a pesquisa semanal Focus, que mostrou que os analistas de mercado aumentaram novamente a previsão de queda do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) para este ano, de 0,34% para 0,38%. A pesquisa ainda trouxe uma melhora em relação aos indicadores de inflação. A previsão para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 4,53% para 4,50% -em cima da meta do governo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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