Bradesco reduz previsão para crédito em 2009

Em: 4 de agosto de 2009
O desempenho ruim da concessão de crédito no primeiro semestre fez com que o Bradesco reduzisse fortemente sua previsão de crédito para 2009
O desempenho ruim da concessão de crédito no primeiro semestre fez com que o Bradesco reduzisse fortemente sua previsão de crédito para 2009

O desempenho ruim da concessão de crédito no primeiro semestre fez com que o Bradesco reduzisse fortemente sua previsão de crédito para 2009. A previsão anterior era de que crescesse entre 13% e 17%, e agora é que avance entre 8% e 12%.
No primeiro semestre, a carteira de crédito se manteve praticamente estável em relação ao final de 2008, na casa dos R$ 213 bilhões, fruto dos reflexos da crise financeira global sobre o setor bancário.
Para o vice-presidente e diretor de relações com investidores do Bradesco, Domingos de Abreu, se levado em conta a situação macroeconômica, e que no segundo semestre o crescimento será mais visível.
“Acreditamos que ainda conseguimos um bom resultado”, disse, lembrando que no segundo semestre os empréstimos à pessoa física deverão puxar o crédito. “O crédito para empresas deve se estabilizar, já que eles deverão voltar a se capitalizar no mercado de capitais”, explicou Abreu.
Nas previsões do banco, a carteira de crédito para pessoa jurídica deverá subir entre 7% e 11% –contra previsão anterior entre 14% e 18%. Já a de pessoa física, que ficaria entre 11% e 15%, agora deve ficar entre 7% e 11%.
Outro efeito direto da crise, a inadimplência seguiu atingindo os resultados do Bradesco no segundo trimestre. A inadimplência média com mais de 90 dias avançou de 4,2% ao final de março para 4,5% em junho. Devido a este aumento, o banco alocou mais R$ 1,5 bilhão no PDD (Provisão para Devedores Duvidosos).
Segundo Abreu, a inadimplência deve continuar subindo até agosto –quando, pelas suas contas, deve atingir 4,9%. “Depois deve estabilizar e até cair. Vai depender do crescimento do crédito. Esperamos que chegue ao final do ano em 4,7%, o que seria maior do que a atual, mas já com uma queda em relação ao pico”, disse.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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