O verão amazônico já chegou e a melhor coisa a fazer nos finais de semana e feriados é agendar visitas às áreas turísticas das imediações de Manaus. O que não faltam são balneários, igarapés e praias. Um dos lugares mais aprazíveis para isso é a praia próxima ao lago do Tupé, na confluência com o rio Negro, a cerca de 30 minutos de Manaus, em viagem de embarcação, recreio ou lancha, partindo da Marina do Davi, atrás do Tropical Hotel, no Tarumã. O passeio até a praia já vale o dia de descanso e relaxamento.
A praia do Tupé fica localizada dentro da RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável) do Tupé, na comunidade São João. Suas areias brancas, banhada pelas águas escuras do Negro e a floresta ao fundo remetem ao convívio energizante com o meio ambiente. A área possui uma boa infraestrutura, inclusive, com restaurante.
O acesso à praia é somente fluvial. A travessia é feita por embarcações da Coop-Acamdaf (Cooperativa dos Profissionais de Transporte Fluvial da Marina do Davi). As viagens são realizadas aos sábados, domingos e feriados, às 9h e 11h, com retorno às 16h e 17h. Agências de Manaus também oferecem passeios em barcos fretados.
Nesse período, em que as águas do Negro estão baixando, surgem praias em diversos lugares das margens do rio e a praia do Tupé aumenta de tamanho.
A população das seis comunidades existentes na RDS do Tupé (São João, Julião, Livramento, Agrovila, Tatu e Colônia Central) vive basicamente do turismo de base comunitária e da agricultura familiar.
As RDSs têm como objetivo central conciliar a preservação da natureza com a subsistência dos povos tradicionais, sendo geridas por um órgão público, no caso do Tupé, pela Semmas (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade).
Vila de pescadores
Devido estar numa RDS, na região do Tupé não se pode construir nada além do que já estivesse construído num local habitado por um morador tradicional. Por isso o empreendedor Kleber Brasil, sem poder conceber uma pousada, resolveu transformar sua casa num espaço para receber pessoas interessadas em passar o dia, ou alguns dias, em contato com a natureza do lugar, e o local ganhou até nome: Varanda do Tupé.

“Eu comprei essa casa há onze anos, e nesse tempo todo só a utilizei para passar fins de semana e feriados com a família, e vez por outra trazia amigos. Pouco antes da pandemia comecei a divulgar nas redes sociais que o espaço estava aberto para quem desejasse ocupá-lo, principalmente para lazer e descanso, e começaram a surgir interessados”, lembrou.
Mas veio a pandemia e a Varanda do Tupé ficou vazia por dois anos.
“Agora resolvi divulgá-la novamente. Esse lugar onde estamos é muito parecido às paradisíacas vilas de pescadores existentes pelo Brasil: em Alagoas, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro, Piauí, Santa Catarina, Pará, Ceará e até aqui mesmo no Amazonas, na RDS Uatumã”, listou.
“É um lugar com poucas habitações, tranquilo, com uma magnífica vista do rio Negro e Manaus, ao longe. Aqui da Varanda do Tupé podemos ver o nascer do Sol, um dos espetáculos da natureza”, falou.
“Nossa casa é familiar. Tem três suítes com ar-condicionado, todas com mezanino, especialmente pensado para as crianças. E o mais importante nos dias atuais: temos internet”, afirmou.


O que fazer
Dentro do conceito do turismo de base comunitária, Kleber procura gerar trabalho e renda para os moradores locais.
“Minha cozinheira é moradora da comunidade. É a Silvia. Todas as vezes que fico aqui, com minha família, ou trazendo visitantes, contrato os serviços dela. Ainda têm os canoeiros para quem quiser passear, ou pescar, nas imediações; carregadores, para quem trouxer muita bagagem; e guias, para quem desejar incursionar pelas trilhas na mata”, informou.
O translado, da Marina do Davi até o Tupé, é feito na lancha de Kleber, e é nela que o visitante pode usufruir de outros passeios na região.
“Existem duas cachoeiras aqui nas matas que podem ser acessadas, primeiro num passeio de lancha, depois numa caminhada pela selva. Para quem gosta de aventuras, esse é o ponto alto. Além das cachoeiras, outro passeio é até uma aldeia de indígenas Dessana. Lá eles apresentam uma dança ritual, vendem seus artesanatos e se pode tirar fotos com eles”, explicou.
“Fechando, temos a brincadeira com os botos a partir de um pequeno flutuante. Os visitantes podem entrar na água e se divertir com eles, que querem apenas peixes e brincar. O resto é sombra e água fresca”, concluiu.
Quem ficar interessado em passar um dia, ou alguns dias, na Varanda do Tupé, pode solicitar informações de valores pelo 9 8413-0236. Eles variam de acordo com a quantidade de pessoas e os serviços desejados. A casa também está no Face e no Instagram.
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