Seguindo a tendência nacional, o setor no Amazonas tem revelado potencial e tem demonstrado grande desempenho nos resultados nos últimos anos. A proteção residencial por meio do seguro tem sido priorizada pelo amazonense. Para se ter uma ideia, a arrecadação do seguro residencial no Estado somou R$ 11 milhões entre janeiro e maio deste ano. De acordo com a FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), o Estado concentra, atualmente, 25,7% das apólices comercializadas no Norte.
O valor representa crescimento de 21,5% sobre o mesmo período do ano passado. Já as indenizações pagas chegaram a R$ 1 milhão. O aumento na contratação acompanha um movimento nacional já apontado em levantamento recente da FenSeg, que revelou expansão de 25% no IP (Índice de Penetração) do seguro residencial entre 2017 e 2021. A participação, que era de 13,6% no primeiro ano da série histórica, pulou para 17%, chegando a 12,7 milhões de residências seguradas em todo país.
No Amazonas, o total de residências seguradas segue a proporção da região Norte. De acordo com o estudo, 4,5% das habitações do Estado estão protegidas por coberturas como incêndio, danos elétricos, vendaval, roubo ou responsabilidade civil. Na avaliação do presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da FenSeg, Jarbas Medeiros, é uma questão de popularizar junto à população a cultura do seguro. “É um desafio, e ao mesmo tempo uma grande oportunidade, sensibilizarmos as pessoas sobre o valor dessa proteção, esclarecendo, inclusive, sobre a importância de ter um seguro completo que atenda a todas as necessidades”, afirma o executivo.
Outro dado revelado pelo levantamento chamou a atenção da FenSeg: apenas 10% das apólices contratadas atualmente no país incluem a cobertura de desmoronamento, enquanto a de alagamento representa menos de 1% do total.
Emerita Lyra, diretora-executiva do Sindsegnne (Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste), afirmou que os seguros contratados para bens móveis e imóveis historicamente apresentam um grande destaque na região Norte, e no Estado do Amazonas não é diferente.
Segundo ela, particularmente os seguros destinados à cobertura de residências têm demonstrado no Estado um crescimento percentual superior à média nacional durante todo o ano de 2023.
Mas ainda há muito por fazer, pois a contratação de seguros não acompanha o crescimento do número de unidades residenciais. Em 2019 foi registrado que 4,9% das residências no Estado do Amazonas tinham cobertura securitária, mas em 2021 esse número caiu para 4,5%, enquanto que a média nacional é de 17 residências protegidas para cada 100 existentes.
Mesmo sendo o Seguro Residencial um dos mais acessíveis (pois o valor dele equivale em média a 0,02% do valor do imóvel), ainda há muita gente que contrata seguro para o veículo, mas esquece da casa.
“Além de garantir a indenização integral em caso de incêndio na residência, ainda podem ser acrescentadas outras coberturas como Danos Elétricos, Roubo e Responsabilidade Civil, por exemplo, que garante indenização dentro do limite contratado no caso de algum morador da residência ou pet cause danos corporais ou materiais a terceiros de forma não intencional”, explicou.
Eles contam também com assistências 24h, que podem garantir serviços para usos preventivos (limpeza de caixa d’agua, por exemplo), emergenciais (chaveiro, encanador, eletricista, etc), entre outros. A depender do acionamento que for feito, já compensa todo o valor pago no seguro.
Números nacionais
O movimento no mercado evidencia que o brasileiro está contratando mais seguro residencial. Indicando um aumento de 25% no IP deste seguro entre 2017 e 2021. A participação, que era de 13,6% no primeiro ano da série histórica, pulou para 17%, o que representa 12,7 milhões de residências seguradas em todo país.
“Olhando os últimos anos, vemos uma importante inclusão securitária, com mais 2,8 milhões de residências protegidas pelo seguro residencial”, afirma o presidente da comissão de seguros patrimoniais massificados da FenSeg, Jarbas Medeiros.

Segundo a pesquisa, em 2021, a região do país com maior participação foi a Sul, com 29,7%, seguida de Sudeste (22,3%), Centro-Oeste (12,9%), Nordeste (7%) e Norte (4,6%). Entre os Estados, o Rio Grande do Sul lidera, com 38,6%, à frente de São Paulo (29%), Santa Catarina (27,1%), Paraná (22,7%) e Distrito Federal (21,8%). O levantamento da FenSeg cruzou dados das 61 seguradoras que comercializam o seguro residencial no país com números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da Susep (Superintendência de Seguros Privados).
Ainda de acordo com a FenSeg, as coberturas mais comercializadas dentro do seguro residencial são incêndio, danos elétricos, vendaval, roubo e responsabilidade civil. No entanto, apenas 10% das apólices contratadas atualmente incluem a cobertura de desmoronamento, enquanto a de alagamento representa menos de 1% do total. “É um desafio, e ao mesmo tempo uma grande oportunidade, levarmos estas coberturas menos contratadas aos nossos clientes, esclarecendo sobre a importância de ter um seguro completo que atenda a todas as necessidades”, complementa o executivo.
Outra conclusão do levantamento é que os serviços emergenciais, presentes em todos os contratos deste seguro, são cada vez mais acionados pelos clientes. Entre eles, estão chaveiro, encanador, eletricista, vidraceiro, desentupimento, conserto de aparelhos e outros.







