Emprego avança no começo do segundo semestre, segundo o Iedi

Em: 25 de agosto de 2009
O emprego abriu o segundo semestre com resultados mais animadores, segundo mostram os dados divulgados na semana passada pelo IBGE (Instituto Brasieliro de Geografia e Estatística)
O emprego abriu o segundo semestre com resultados mais animadores, segundo mostram os dados divulgados na semana passada pelo IBGE (Instituto Brasieliro de Geografia e Estatística)

O emprego abriu o segundo semestre com resultados mais animadores, segundo mostram os dados divulgados na semana passada pelo IBGE (Instituto Brasieliro de Geografia e Estatística). Levando-se em consideração a importância dessa variável para a economia interna do país, pode-se dizer que as expectativas de um segundo semestre melhor saem fortalecidas. Primeiro, observa-se uma variação bastante positiva da PEA (População Economicamente Ativa) neste último mês de julho com relação a junho, de 0,7%, o que representou um contingente de 171 mil pessoas a mais que ingressaram no mercado de trabalho em busca de uma ocupação. Para se ter uma idéia do que isso representa, na passagem de meses de junho para meses de julho, a média da série histórica (2003 a 2008) é de um aumento de 24 mil pessoas.
Segundo, a população ocupada apresentou crescimento relevante em julho, seja na comparação com o mês imediatamente anterior (0,9%) ou com o mesmo mês de 2008 (1,1%). A variação positiva do número de ocupados foi a maior da série histórica para um mês de julho (variação calculada com relação a junho), chegando a 184 mil pessoas –média histórica de 32 mil pessoas. A população desocupada, por sua vez, caiu 0,7% em julho, o que significou, em termos absolutos, uma diminuição de 13 mil pessoas desempregadas na passagem de junho para julho (média histórica para esse período: queda de 8 mil pessoas). Esses dados em conjunto mostram que o efeito na taxa de desemprego em julho, a qual ficou em 8,0% da PEA – recuo de 0,1 ponto percentual frente a junho deste ano e julho de 2008 – refletiu um movimento positivo do mercado de trabalho, e não um resultado causado, por exemplo, uma diminuição da PEA em decorrência do menor número de pessoas que se apresentaram ao mercado de trabalho por desalento (como já se observou em outros momentos).
Por fim, e não menos importante, cabe destacar o comportamento dos rendimentos médios reais dos ocupados e da massa salarial. Ambas as variáveis vinham apresentando desempenho desfavorável ao longo deste ano e mostravam perda de ritmo na comparação com igual mês de 2008. Em julho, ocorre uma inversão nos resultados. O rendimento médio real dos ocupados cresceu 0,5% frente a junho e 3,4% em comparação a julho de 2008. Por sua vez, a massa de rendimentos dos ocupados, calculada pelo IEDI a partir dos dados da população ocupada e do rendimento médio em julho, chegou a R$ 28,22 bilhões, o que significou elevação de 0,5% frente a junho e de 4,5% frente a julho de 2008. Melhora na situação do emprego e reforço da capacidade de compra da população urbana contribuem para uma mais rápida recuperação econômica.

Taxa de desocupação

Em julho, segundo dados divulgados pelo IBGE, a taxa de desocupação nas capitais brasileiras contempladas pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego (PME) foi de 8,0% da PEA, representando um recuo de 0,1 p.p. frente a junho. Cabe salientar que esta é a menor taxa de desocupação vista para um mês de julho desde o início da série. Contra julho de 2008, houve um recuo também de 0,1 p.p.. As variações acumuladas no ano e nos últimos 12 meses revelam alta e recuo de 0,3 p.p. e –0,3 p.p., respectivamente.
A população ocupada ficou em 21,33 milhões em julho no agregado das seis regiões metropolitanas, o que representou um aumento de 0,9% em relação a junho de 2009 e alta de 1,1% frente a julho de 2008. A população desocupada (1,85 milhão), no total das seis regiões pesquisadas, teve um decréscimo de 0,7% em relação a junho e também frente mesmo mês de 2008. A população economicamente ativa, por sua vez, foi estimada em 23,18 milhões em julho, número que significa um crescimento de 0,7% com relação ao mês imediatamente anterior e de 0,9% no confronto com julho de 2008.
Das seis regiões metropolitanas incluídas na PME, três apresentaram baixas nas suas taxas de desocupação. Os maiores decréscimos foram verificados em Belo Horizonte, com baixa de 0,8 p.p., chegando a 6,1%, e São Paulo, com recuo de 0,1 p.p., atingindo 8,9%. O maior avanço em termos de taxa de desocupação foi visto em Salvador (0,2 p.p.) chegando a 11,4%.

Administração pública

No confronto julho de 2009/julho de 2008, quatro regiões tiveram menores patamares de desocupação. Os maiores recuos foram verificados em Rio de Janeiro (–1,0 p.p.), Salvador e Belo Horizonte (–0,7 p.p.). No ano, a variação acumulada teve cinco regiões apresentando recuo da taxa de desocupação: Belo Horizonte (–0,5 p.p.), Porto Alegre e Belo Horizonte (–0,4 p.p.). Em sentido oposto o avanço mais expressivo foi verificado em São Paulo (0,9 .p.p.).
Dos oito setores pesquisados, apenas administração pública (–1,1%) apresentou diminuição no contignente de ocupados na comparação julho/junho. Já os principais avanços foram: serviços domésticos (2,9%), comércio (1,9%) e construção e serviços (1,3%). Na comparação julho de 2009/julho de 2008, houve redução apenas dos ocupados na indústria (–4,7%) e outras atividades (–0,8%). As pressões positivas foram: administração pública (3,0%), outros serviços (2,8%) e construção (2,6%). Nos sete primeiros meses de 2009, frente o mesmo período de 2008, verificou-se o declínio do emprego apenas em outras atividades (–5,0%) e indústria (–2,4%), enquanto a maior variação foi verificada em administração pública (3,6%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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