A projeção feita pelo mercado de veículos seminovos e usados para o último mês do ano é positiva. A confiança das projeções reflete no desempenho do setor em 2023. Apesar de uma retração em alguns períodos, o cenário geral é de sinais favoráveis. Em relatório mais recente, a Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), divulgou a continuidade do viés positivo de vendas. Segundo a entidade, no mês de outubro, foram comercializadas 1.227.681 de unidades, um resultado 3,7% superior ao registrado em setembro. Outro dado importante é que o total acumulado deste ano, na comparação com o mesmo período de 2022, apresentou um crescimento de 9%, alcançando a marca de 11.855.567 de veículos comercializados.
“Os últimos meses do ano são, historicamente, mais intensos para o varejo em geral, por conta da maior quantidade de dinheiro circulando como o 13º, compras de Natal, etc. Por isso, esperamos que o movimento, que se manteve em um viés positivo na maior parte do ano, continue e até possa se expandir até o final de dezembro”, estimou Enilson Sales – presidente da Fenauto.
Segundo Sales, como o movimento do comércio em geral, e do setor de veículos, tem uma tendência a acelerar com a chegada dos últimos meses do ano, é provável que esses números continuem positivos. “Pelas nossas projeções, deve fechar o ano com um excelente resultado”.
O tradicional Congresso do setor automotivo no Brasil, que acontece no final de novembro, deve trazer cerca de 12 mil profissionais do Brasil todo, o que pode incentivar ainda mais as vendas, pois trazemos muitas informações e novidades para o segmento. “Assim, mantemos a nossa expectativa de fecharmos o ano com algo em torno de 15 milhões de veículos comercializados em todo o Brasil”.
No mercado local o cenário não deve ser diferente, Lucciano Liborio de Almeida, presidente da Alveam (Associação dos Lojistas de Veículos do Estado do Amazonas), frisou que neste mês de novembro as vendas vão dar uma aquecida natural em razão do fim de ano e o fator importantíssimo é a Black Friday que é o segundo maior evento importante de venda. “Os bancos que são as financeiras estão com taxas super competitivas estão também com mais crédito no mercado então a gente está percebendo que nesse período agora de Black Friday o mercado deu uma movimentada mas não da forma que gostaríamos. Há um crescimento ainda baixo do que a gente estava esperando. A nossa aposta é o Natal, teoricamente é o mês mais movimentado, é o mês que realmente os clientes vão comprar e a gente está com uma expectativa boa . Tudo é aliado a crédito, liberação de crédito e também taxas competitivas, porque as parcelas realmente estavam com valores altos devido às taxas de mercado, mas agora a gente está percebendo uma leve movimentação novamente nesse mercado no final do ano”.

Saiba
Enquanto o mercado de carros novos tem atualmente seu ticket médio estimado em R$ 145 mil, segundo a consultoria Bright, o segmento de usados e seminovos recuou em outubro para R$ 78.599, conforme o PVU (Estudo Performance de Veículos Usados), realizado pela MegaDealer, com base nos dados da plataforma Auto Avaliar.
De acordo com dados da Fenabrave, o mercado de usados teve mais de 911 mil carros e comerciais leves comercializados em outubro, um crescimento de 4% na comparação com o mês anterior. No acumulado de 2023, o aumento foi de 4,5%.
“Com forte giro de vendas e o ticket médio ainda em recuperação, apontando para os R$ 80 mil, o mercado demonstra estar aquecido e competitivo e devemos ter um fim de ano bastante positivo para o setor”, afirma J.R. Caporal, CEO da Auto Avaliar.
No segmento de veículos de 2012 a 2015, o preço médio é de R$ 43.721. De 2016 a 2019, R$ 70.577. Já os modelos 2020 a 2022 estão com ticket médio de R$ 100.838.
A maioria dos segmentos segue com preços relativamente estáveis. Entretanto, houve forte queda nos preços de seminovos do segmento premium (-8,7%). Já o segmento de picapes continua sofrendo, sem conseguir recuperar os tickets médios praticados anteriormente, reforça Caporal.
A base de dados do estudo abrangeu 2.492 concessionárias, de 23 marcas.







