O segmento de bares e restaurantes deve encerrar 2023 mais otimista em relação ao ano passado. Isso porque no último mês do ano, com a época de festas e eventos corporativos há um aumento significativo na procura por estabelecimentos de alimentação fora do lar. De acordo com estimativas da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), a expectativa do mercado é de incremento em torno de 7% durante o período.
Empresários do segmento estão otimistas, alguns esperam o tradicional 13º, que sempre está previsto nas despesas de fim de ano com almoços, happy hours, jantares, eventos variados marcados como momentos especiais de entretenimento.
“A expectativa é sempre de que dezembro seja o melhor mês do ano e as reservas lotem o livro. Porém esse ano estamos notando uma demora para acontecer o boom que ocorre já em novembro com o agendamento antecipado das reservas. Ainda estamos confiantes que agora com a promessa do pagamento do décimo terceiro para o funcionalismo público dezembro venha a esquentar”, lembrou o empresário do setor, Fábio Cunha, citando ainda que para quem trabalha exclusivamente com delivery a expectativa ainda é de melhora mas não tanto expressiva quanto os restaurantes que trabalham com atendimento do cliente no salão.
Por sua vez, a empresária Lilian Guedes que atua no formato de atendimento no salão do seu restaurante, a expectativa é tão boa quanto a do ano passado. “São muitas confraternizações durante o horário do almoço, em pequenos grupos de trabalho e de grupos de amigos. Além disso, há muita encomenda pra fora, ou seja, nas residências e empresas. Para a ceia de Natal: demanda de encomendas muito boa, também na média do ano passado”, informou.
Embora a reserva ainda apresente menor número que o ano passado, muitos grupos de 6 a 15 pessoas estão se reunindo no estabelecimento. “Com isso, prezamos pelo conforto e comodidade dos clientes, já temos a sala vip para esses grupos usarem”, disse.
Voltado à cozinha afetiva, caseira, o restaurante do microempresário Júnior Lima, registrou aumento de quase 15% no movimento em comparação a novembro, o percentual é também maior que o mesmo período do ano passado. “Estamos trabalhando com pacotes e preços especiais para atrair o cliente que deseja aproveitar uma excelente comidinha caseira, com pratos feitos e self service. As festas de fim de ano comprovam um aquecimento no setor, já antes mesmo de dezembro chegar. A gente aposta em uma recuperação acima das expectativas”, acredita o empresário.
Segundo o proprietário do Grupo Dedé, em Manaus (AM), Rogério Perdiz, a procura por reservas neste ano, em especial, está intensa, mas o estabelecimento pensou em estratégias de divulgação para atrair um público diversificado. “No mês de dezembro há um aumento natural do fluxo nos bares e restaurantes, mas nesse ano em particular, observamos uma procura maior por reservas e para realizar confraternizações corporativas, familiares e de amigos. Para essas situações, elaboramos cardápios específicos e diversas opções de pacotes que incluem bebidas, pratos, sobremesas etc. Além disso, intensificamos a divulgação dessas opções pelas redes sociais e nas sinalizações nas lojas. Época do Natal é o momento da renovação da esperança, da fé e do desejo de um ano novo melhor, e nada melhor que passar esses momentos na companhia dos amigos e familiares”, afirma Perdiz.
No cenário atual, as expectativas estão altas. A espera pelo aumento das vendas devido as festas e confraternizações de final de ano trazem um suspiro de esperança ao setor, em fechar um ano com bons resultados. “O final do ano é sempre um período com muitos eventos e confraternizações e isso, de uma maneira geral, aquece o setor da alimentação fora do lar. Portanto, é grande a expectativa dos estabelecimentos para recuperar até parte do que porventura não tenha fechado de contas ao longo do ano, e também para iniciar o próximo ano com o pé direito”, enfatiza o presidente da Abrasel no Amazonas, Rodrigo Zamperlini.
Outros números
Dados de pesquisa da Abrasel mostram também que 35% dos empreendedores pretendem contratar funcionários para dar conta da demanda no final do ano. Para a entidade, é importante que as empresas também preparem análises pós-vendas, que podem auxiliar na avaliação do impacto das festas de confraternização corporativas e as preferências dos consumidores diante das opções oferecidas pelos estabelecimentos.







