Para a indústria, Banco Central deveria continuar cortando juros

Em: 3 de setembro de 2009
As entidades que representam a indústria não ficaram satisfeitas com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) em manter a taxa Selic em 8,75% ao ano ontem (ver também página C1)
As entidades que representam a indústria não ficaram satisfeitas com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) em manter a taxa Selic em 8,75% ao ano ontem (ver também página C1)

As entidades que representam a indústria não ficaram satisfeitas com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) em manter a taxa Selic em 8,75% ao ano ontem (ver também página C1).
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, afirmou que a decisão indica que o Copom acredita que a crise foi superada. “Mas, essa crença não condiz com a realidade. A indústria ainda sofre os efeitos recessivos que a crise provocou”, ressalvou.
Monteiro Neto afirmou que, apesar dos sinais de recuperação serem claros, a completa superação da crise ainda está distante. Além disso, argumentou o dirigente, não haveria pressão sobre os preços e a inflação está dentro da meta.
“Não há, portanto, justificativa para não prosseguir com os cortes nos juros. As taxas brasileiras permanecem muito acima das internacionais, o que contribui para a valorização do real diante do dólar e retarda o processo de recuperação da atividade industrial”, afirmou.
A CNI entendeu que os cortes feitos na taxa Selic nas reuniões anteriores do Copom foram positivos, mas insuficientes para a indústria retomar o ritmo de crescimento do início de 2008.

Redação

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