Brasil será 7° maior produtor com pré-sal, diz Edison Lobão

Em: 11 de setembro de 2009
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o Brasil poderá ficar na sétima ou oitava posição no ranking dos maiores produtores de petróleo, se as expectativas de reservas na camada pré-sal se confirmarem
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o Brasil poderá ficar na sétima ou oitava posição no ranking dos maiores produtores de petróleo, se as expectativas de reservas na camada pré-sal se confirmarem

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o Brasil poderá ficar na sétima ou oitava posição no ranking dos maiores produtores de petróleo, se as expectativas de reservas na camada pré-sal se confirmarem.
Lobão esteve em audiência pública conjunta das comissões de Infraestrutura e de Assuntos Econômicos do Senado. De acordo com dados da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), de 2007, o Brasil ocupa o 13º lugar entre os produtores.
Lobão reforçou informações já divulgadas de que as pesquisas indicam haver reservas da ordem de 16 bilhões de barris em quatro dos campos já descobertos, o dobro da atual produção nacional e quantidade suficiente por 40 anos para o país.
“Isso representa 30% do pré-sal. Não se pode adiantar o que virá dos 70%”, afirmou.
A busca por fontes energéticas, disse Lobão, é questão estratégica e motivo de conflito mundial. Segundo ele, existem ainda reservas da ordem de 1,3 trilhão de barris de petróleo em todo o mundo que poderão se esgotar em pouco mais de 40 anos se o ritmo de exploração continuar.
O Brasil já é o sétimo maior consumidor mundial de petróleo e o 40º maior consumidor de gás natural, de acordo com o ministro.
Dos dez primeiros consumidores, apenas a Arábia Saudita, a Rússia e o Canadá são autosuficientes. A expectativa, afirmou, é de que a demanda passe dos atuais 82 milhões de barris/dia para 300 milhões de barris diários, dentro de alguns anos.

Mais tempo

Um dia depois de o governo anunciar a retirada da urgência para a tramitação na Câmara dos projetos que tratam da exploração do pré-sal, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reagiu e disse que também espera que os senadores tenham mais tempo para analisar a matéria no Senado.
Sarney disse que não vai aceitar que o governo retome o pedido de urgência -que obriga a análise das propostas em até 45 dias em cada Casa legislativa- quando o projeto chegar ao Senado.
“A mim parece que não cabe um regime especial na Câmara e um regime diferente no Senado. Tem que ser um regime para as duas casas. Não conheço o que foi decidido com o presidente Michel Temer (presidente da Câmara)”, disse.
O fim da urgência no Senado preocupa interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Apesar de oficialmente ter 54 dos 81 votos na Casa, o governo tem dificuldades para conseguir maioria durante a votação de matéria polêmicas.
Prevendo as dificuldades no placar, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), já defendeu publicamente que a urgência seja mantida no Senado que, no seu entender, tem uma estrutura diferente da Câmara. “Eu respeito a decisão da Câmara. Só acho que no Senado a urgência é importante”, afirmou.
O presidente Lula decidiu retirar a urgência constitucional para a votação dos projetos do pré-sal na Câmara, após compromisso firmado pelos deputados de colocar a matéria em votação no plenário da Casa no dia 10 de novembro.
A retirada do pedido era uma das condições impostas pela oposição para retomar as votações no plenário da Câmara.
Temer disse que Lula ficou sensibilizado com os apelos dos aliados e da oposição, uma vez que DEM e PSDB aceitaram discutir o tema por 60 dias antes da sua votação no plenário.
“O presidente Lula faz com esse gesto uma homenagem à harmonia com o Congresso. A harmonia interna também será muito útil para os trabalhos do Legislativo” .

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar