1º Congresso Internacional de Comunhão e Direito discute avanços

Em: 2 de maio de 2024

Pricila Assis

@pricila.assis   Twitter: @JCommercio

O Congresso Latino-Americano de Comunhão e Direito reuniu autoridades do poder judiciário local e dos países da Argentina e Uruguai, na quinta-feira (2), no auditório do edifício-sede do TJAM (Tribunal de Justiça do Amazonas). A realização do evento no Brasil é de iniciativa da presidente da Comissão Nacional de Comunhão e Direito, desembargadora do TJAM, Maria dos Perpétuo Socorro Guedes Moura.

Segundo a desembargadora Socorro Guedes, o Congresso vem para discutir não apenas atualidades no mundo do judiciário, mas ampliar o campo de visão para soluções de modo humano e ambiental.

 “Esse evento foi pensado inicialmente para ser realizado na Argentina, em Buenos Aires, e ocorreria no ano passado. No entanto, como é de conhecimento de todos, a Argentina passa por uma grave crise e, conversando com os coordenadores dos outros países, vimos que estavam com algumas dificuldades. Então, propus a realização do evento aqui, uma vez que estamos no maior Estado do Brasil, onde respiramos a natureza, local ideal para discutir sustentabilidade. Apesar dos desafios para ser realizado no Amazonas, devido à longa viagem, temos cinco representantes da Argentina e do Uruguai, além da transmissão pelo YouTube que possibilita aos fraternalistas daqueles países acompanhar o Congresso”, destaca.

A desembargadora Socorro Guedes menciona a importância de uma das principais autoridades que a conferência está recebendo, que é a presença do ministro do STJ (Supremo Tribunal de Justiça), Reynaldo Soares da Fonseca.

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Ministro do STJ, Reynaldo Soares da Fonseca, enfatizou a importância do princípio da liberdade

“Em Manaus tem mais de 14 faculdades de Direito e, todos os meses, aqui na Escola da Magistratura, encontramos com estes coordenadores, professores e juntos discutimos os novos passos, pois acreditamos que não basta a gente trabalhar com os profissionais formados e prontos. Ter essa conexão com todos em volta, dar o nosso melhor como foi preparado este Congresso, mostra a relevância e a importância do aprendizado, do esclarecimento, da troca. Ter a presença de autoridades de credibilidade, garante ainda mais o nosso propósito que é servir a fraternidade”, ressalta.

O ministro Reynaldo Soares da Fonseca lembra que o Brasil precisa ter progressos em ações para liberdade e igualdade, as quais ainda enfrentam desafios na sociedade.

“Quando temos o princípio da liberdade, nós vamos construir as liberdades individuais, o direito de ir e vir, o direito de dar uma livre iniciativa em um país como o nosso que defende o capitalismo e que espera o capitalismo humanista, o direito de sermos iguais, negros, jovens, idosos, adolescentes, crianças, população vulnerável, os pobres, que têm o direito de se constituir enquanto igualdade e o mundo foi incapaz de dar a resposta à sociedade que somos homens livres e iguais”, disse.

Programação

O segundo e último dia do Congresso segue nesta sexta-feira (03), com uma conferência sobre “Fraternidade e Desenvolvimento Humano”, proferida pela socióloga, teóloga e bacharel em Direito Vera Araújo. A segunda parte do painel será sobre o tema “Fraternidade, defesa do meio ambiente e combate à pobreza”, ministrado pela advogada e mestre em Função Social do Direito pela Fadisp/SP, Laura Maria Santiago Lucas, contando com as painelistas: juíza federal e doutora em Direito, Jaiza Fraxe; e a economista, especialista em Desenvolvimento Humano Integral, PhD em Economia e mestre em Governabilidade e Desenvolvimento, Cristina Calvo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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