Alguns doutores em clima e ambiente que “escolheram” o Amazonas para viver, assim como certos intelectuais que jogam contra o nosso Estado, estão caladinhos diante da recente matéria do G1, que traz a seguinte manchete: “Unidades de Conservação do Amazonas são as mais impactadas pelo desmatamento no estado.”
Ou seja, as áreas que deveriam conter o desmatamento e gerar renda não estão cumprindo nenhuma dessas funções. Incompetência de décadas!
Meses atrás, diante de um problema semelhante que repercutiu no mundo todo, o governador do Pará, Helder Barbalho, exonerou o secretário de Meio Ambiente. Mas aqui, no Amazonas, o governador Wilson Lima mantém a equipe da SEMA há seis anos, apesar dos resultados negativos. O mesmo fez os ex-governadores Eduardo Braga e Omar Aziz. Dar aval à incompetência tem um preço. Os dois senadores já passaram apertado nas últimas eleições que disputaram.
Os assessores ambientais do atual governo, tanto os públicos quanto os privados, seguem em silêncio. Será que isso faz parte de mais um “teatro” para captar mais recursos externos? No fim, quem vai pagar a conta por essa notícia do G1 rodando o mundo é Wilson Lima. E a pergunta continua: por que ele não exonera a equipe da SEMA?
Na UFAM, na UEA e dentro dos sistemas SEMA e SEPROR, há doutores competentes que poderiam transformar essa realidade, sair do discurso e partir para a prática, gerando impacto real na vida das pessoas. É tanto dinheiro, tanta reunião, tanto “mosaico”, tanto “crédito de carbono”, tanto “REDD+”, tanta COP, e, no fim, o maior desmatamento ocorre dentro das Unidades de Conservação sob o comando da SEMA, algumas delas com atuação direta da FAS. Que vergonhoso!
A ONG FAS (Fundação Amazônia Sustentável), que quando “bota um ovo” faz um barulho mundo afora, usando artistas e influenciadores, agora está em silêncio. Aliás, o verdadeiro ovo está tão caro que deveríamos fazer barulho. E o que diz o IPAAM, que afirma monitorar tudo em tempo real? Será que FAS, IDESAM e outras ONGs estão caladas porque o IMAZON é parceiro e isso faz parte de uma estratégia?
Podem fazer os outros de otário, mas eu não caio mais nessa. Acorda, Amazonas! Acordem, poderes do Amazonas! Acorda, CIEAM! Acorda, SUFRAMA! Se não resolvem esse problema, se não fazem o ZEE, que é uma política ambiental, não venham falar em bioeconomia da enrolação e da manutenção da miséria no interior do Amazonas.
25.02.2025
Thomaz Meirelles, administrador, servidor público federal, especialista na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected] ou [email protected]







