Façam indicações políticas, mas lutem por esses servidores!

Em: 1 de abril de 2025

Tive acesso a um documento do SINTRASPA, datado de 10 de fevereiro, defendendo três pleitos importantes. O primeiro é que a Diretoria Técnica e as unidades locais do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM) sejam geridas por servidores de carreira com formação técnica, como já ocorre atualmente com Nadiele Pacheco (o que está correto). Chega de cargos ocupados por indicação política ou por outros interesses! O que aconteceu no IDAM em 2022 foi um desastre, e tudo acabou sendo “devidamente” arquivado. Triste, mas é o que parece: milhões desviados para outros fins, que não o apoio ao produtor rural. Na minha visão, a presidência do IDAM também deveria ser ocupada por servidores de carreira, assim como acontece na Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), algo que ajudei a viabilizar quando ainda estava na ativa. Outro ponto essencial do documento é a reposição salarial dos servidores da Secretaria de Produção Rural do Amazonas (SEPROR), da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (ADAF) e do IDAM. Trata-se de uma reivindicação justa e de baixo impacto financeiro. Sabemos da influência do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), deputado Roberto Cidade, sobre a SEPROR. Ele é um padrinho político forte e tem peso na Compensa (referência à sede do governo estadual). Mas será que ele está se movimentando para garantir esse reajuste? Meus artigos e meu blog Thomaz Rural são voltados ao setor rural, abertos a qualquer posicionamento, desde que seja em defesa dos trabalhadores da agricultura familiar e empresarial. Os deputados Carlinhos Bessa e Joana Darc, que acredito terem indicações na Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) e na ADAF, poderiam se unir ao presidente da ALEAM para corrigir essa injustiça. Afinal, esses servidores têm a nobre missão de garantir a soberania e a segurança alimentar e nutricional de todos nós. A soberania alimentar significa o direito dos povos de definir suas próprias políticas agrícolas e alimentares, garantindo produção local sustentável e acesso a alimentos saudáveis. Já a segurança alimentar refere-se à garantia de que toda a população tenha acesso regular e permanente a alimentos de qualidade em quantidade suficiente. O IDAM, por sua vez, tem um papel essencial no Amazonas: promover o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário, oferecendo assistência técnica e apoio aos produtores rurais para fortalecer a economia e garantir a produção de alimentos no estado. Fica minha sugestão: façam suas indicações políticas, mas também lutem por esses servidores!

01.04.2025
Thomaz Meirelles, administrador, servidor público federal, especialista na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected] ou [email protected]

Thomaz Meirelles

Servidor público federal aposentado, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected]
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