Indústria termoplástica espera ampliar mão de obra em 13,70%

Em: 15 de janeiro de 2010
As fábricas do segmento termoplástico do PIM (Polo Industrial de Manaus) estão se comprometendo a ampliar em 13,70% a oferta de emprego diante da estimativa inicial de aumento na produção e faturamento da indústria em até 12% até o fim deste ano
As fábricas do segmento termoplástico do PIM (Polo Industrial de Manaus) estão se comprometendo a ampliar em 13,70% a oferta de emprego diante da estimativa inicial de aumento na produção e faturamento da indústria em até 12% até o fim deste ano

As fábricas do segmento termoplástico do PIM (Polo Industrial de Manaus) estão se comprometendo a ampliar em 13,70% a oferta de emprego diante da estimativa inicial de aumento na produção e faturamento da indústria em até 12% até o fim deste ano.
As metas, segundo o presidente do Simplast (Sindicato das Indústrias de Materiais Plásticos do Amazonas), Carlos Monteiro, serão cumpridas se o panorama econômico mantiver ou ampliar os atuais índices de estabilidade financeira. Uma das razões para tanto otimismo em relação ao crescimento da produção do setor neste ano, conforme o executivo, foi a consolidação de novas regras para o PPB (Processo Produtivo Básico) dos split systems, motocicletas e celulares.
Na estimativa de Monteiro, o mercado local de resinas termoplásticas deve crescer inicialmente 5,5% no primeiro semestre, em virtude da demanda por TVs e computadores. Segundo o executivo, o desempenho positivo será puxado pelo aumento da renda dos brasileiros e pelos efeitos do volume injetado pela indústria local em 2009, que ultrapassou US$ 720 milhões. “No ano passado, houve queda percentual de 12,4% na participação de mercado no último quadrimestre, devido ao cancelamento de contrato e redução de pedidos. A produção de TVs ficou 31% abaixo do esperado e houve uma retração de 44,5% no volume de motos produzidas. Esses foram duros golpes para a termoplastia local”, lembrou.
Monteiro destacou ainda que o setor termoplástico está preocupado com a competitividade do mercado interno devido ao câmbio, condição necessária para enfrentar a concorrência de países vizinhos com resinas abundantes e custos reduzidos. “O que temos de um lado como oportunidade para ampliar a compra de insumos, temos de outro o efeito da moeda americana desvalorizada na venda do produto final”, asseverou o executivo, acrescentando que, apesar do cenário cambial, não espera uma invasão de produtos importados.

Aspectos preocupantes

Para o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, apesar do predomínio do otimismo, que pode se manter no curto prazo, o cenário interno ainda guarda alguns aspectos preocupantes para os próximos meses. Em nota ao Jornal do Commercio, o executivo considerou ainda “a lenta recuperação das economias desenvolvidas, o risco envolvendo as finanças públicas de países vizinhos e a possibilidade de aperto monetário na China diante dos temores de aceleração inflacionária”, como fatores a serem considerados pelas indústrias do segmento antes de se decidirem por injetar recursos neste ano.

Segmento passa por fase de acomodação

Na análise do professor doutor em economia pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), Álvaro Smont, o ano também se inicia sob forte ambiente de otimismo em relação à recuperação industrial puxada pela dinâmica favorável da demanda doméstica. Segundo o especialista, embora o setor de bens de capital continue em ascensão, o que mostra o interesse dos empresários em retomar os investimentos, dados recentes da FGV indicaram acomodação da produção industrial brasileira na margem em novembro. “A inflação na indústria entra em uma fase de fortes pressões sazonais e pontuais, o que já ficou evidente nos levantamentos iniciais de janeiro. Fica a incerteza quanto à parcela permanente das pressões para os meses seguintes, o que será crucial na definição do ‘timing’ do aperto monetário que deverá ser implementado ao longo deste ano”, explicou Smont, em nota ao Jornal do Commercio.
O setor de transformados plásticos dá entender que o seu crescimento estará atrelado este ano ao crescimento da produção de motos e TVs. Conforme dados do Simplast, se o consumo de um desses setores ampliar 5%, o consumo de resinas aumentará 19,7%, passando de 5.200 toneladas por ano para 6,8 milhões de toneladas em 2010.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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